conheça a história de Jeisla Chaves

Antes de ocupar o centro do octógono, Jeisla Chaves já era mais que acostumada a caminhar ao redor dele. Carregando placas e sorrindo para o público, ela acompanhava de perto as lutas realizadas em Poções, no interior da Bahia, onde começou a trabalhar como ring girl. Naquele momento, não imaginava que, anos mais tarde, seria ela a protagonista do espetáculo.

Aos 29 anos, com nove combates profissionais e duas lutas pelo UFC, Jeisla construiu uma trajetória marcada por mudanças improváveis. Saiu da zona rural, se formou em Geografia, trabalhou com carteira assinada, abandonou a estabilidade para se dedicar às artes marciais. Ela travessou períodos em que o apoio de quem estava ao seu lado foi fundamental até mesmo para garantir a alimentação.

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Hoje, a baiana já conquistou até mesmo espaço no card principal do UFC, quando enfrentou a norte-americana Carli Judice no UFC Sacramento, na Califórnia. Para chegar até lá, porém, Jeisla precisou percorrer uma distância muito maior do que aquela entre Poções e Sacramento.

“Eu sempre gosto de falar que meu contato com o mundo da luta foi bem inusitado. Comecei como ring girl na minha cidade e fiz alguns eventos. Depois, me apaixonei pelo muay thai vendo o pessoal lutar. Comecei a treinar, mas não pensava em competir. Era só por esporte mesmo”, conta Jeisla.

Jeisla Chaves no UFC
Jeisla Chaves no UFC – Foto: UFC

A ring girl que voltou como lutadora

O primeiro passo em direção à carreira aconteceu pouco depois de Jeisla iniciar os treinos. Com aproximadamente um mês de prática, o treinador que permanece ao lado dela até hoje identificou um potencial que a própria baiana ainda não conseguia enxergar.

Além de comandar os treinos, Alisandro “Churros” era o promotor do evento no qual ela havia trabalhado como ring girl. Quando disse que Jeisla estaria novamente ao lado dele na edição seguinte, a futura atleta acreditou que voltaria a carregar as placas nos intervalos dos rounds. O convite, no entanto, era outro.

“Ele falou: ‘Você tem muito talento. No ano que vem, vai estar comigo no evento novamente’. Imaginei que fosse para ser ring girl outra vez. Depois, ele disse: ‘Você vai estar comigo como minha atleta’. Na hora, respondi que não, que aquilo era coisa de outro mundo e não daria certo”, lembra.

O treinador insistiu, Jeisla aceitou o desafio e passou a treinar com um novo objetivo. Cerca de um ano depois, retornou ao mesmo evento, mas em uma posição completamente diferente – fez ali a estreia no muay thai amador.

Jeisla Chaves
Jeisla Chaves – Foto: UFC

A mudança despertou curiosidade em Poções. Parte do público compareceu para apoiar a antiga ring girl, enquanto outra parte, segundo ela própria, queria descobrir se a transformação terminaria bem.

“Foi um pulo gigantesco e causou aquela euforia na cidade: ver uma ring girl trocando porrada. Muita gente foi para torcer a favor e também foi gente para me ver apanhar, porque eu sei que foi. Pensavam: ‘Não vai dar certo'”, relembra.

Mas deu. Jeisla continuou treinando, acumulou lutas de muay thai e, durante algum tempo, conciliou os dois papéis. Lutava nos eventos e também seguia trabalhando como ring girl em competições da região, até que a transição definitiva aconteceu depois de aproximadamente sete combates.

“Se você passar fome, a gente passa fome junto”

Convencido de que Jeisla poderia construir uma carreira, Churros propôs uma escolha muito mais difícil: abandonar o emprego para dedicar-se integralmente aos treinos. Viver para o MMA exigia uma rotina de três ou quatro sessões diárias, além de abrir mão de descanso, renda estável e outras áreas da vida.

Naquele período, Jeisla tinha um emprego com carteira assinada, trabalhando na expedição de uma fábrica de componentes para calçados, responsável por liberar cargas para os trajetos.

No interior baiano, onde oportunidades formais de trabalho são mais escassas, deixar aquela função significava trocar uma segurança rara por um sonho sem qualquer garantia.

“Meu professor me chamou e falou: ‘Vamos dedicar 100% a essa profissão, vamos meter a cara. Largue seu emprego. Se você passar fome, a gente passa fome junto. Se precisar de alguma coisa, eu lhe dou. Você não vai passar fome e vai dar tudo certo‘”, conta.

Jeisla Chaves
Jeisla Chaves “A Braba” – Foto: UFC

A decisão provocou, é claro, alguns conflitos dentro de casa. A mãe de Jeisla, além do medo de ver a filha abrir mão de um emprego garantido, a via retornar dos treinos machucada, enquanto apostava todas as possibilidades profissionais em uma carreira na qual poucos conseguem chegar ao topo.

“Foi muita briga em casa. Às vezes, eu ia dormir chorando, chegava chorando. Minha mãe me via chegar toda machucada. Eu a entendo, porque ninguém quer ver a filha passando por isso. Era um sonho incerto. Algumas pessoas conseguem, mas a maioria não consegue. No final, ela me apoiou”, relembra a lutadora.

No processo, ela teve em quem se segurar. Houve momentos em que Churros forneceu alimentos e proteína para que Jeisla pudesse continuar treinando, e seguiu ao lado dela durante as fases de maior dificuldade.

Geografia e o mundo além da zona rural

Jeisial é ring girl, lutadora, mas também bem mais que isso. Antes de viver exclusivamente do esporte, ela também se formou em Geografia e chegou a atuar na área. O interesse pelo curso surgiu, principalmente, por causa das aulas de campo e da possibilidade de conhecer lugares diferentes.

Anos depois da graduação, encontrou justamente no UFC uma maneira inesperada de manter contato com aquilo que mais a atraía na Geografia: o deslocamento, as diferentes paisagens e a aproximação com outras culturas.

“Eu amava viajar, e a Geografia tinha muitas viagens e aulas de campo. Foi por isso que me apaixonei pelo curso. Hoje, fazendo parte do UFC, o que mais acontece é viajar, estar em países e lugares diferentes, conhecendo culturas diferentes. Isso também está muito ligado à Geografia. Acho que esse é o principal elo entre o curso e a profissão que levo hoje”, conta.

Viajar pelo mundo possui um significado ainda maior para quem passou a primeira parte da infância na zona rural do interior baiano. Jeisla conta que só se mudou para a cidade por volta dos dez anos, e antes disso, sua diversão não estava nos espaços tradicionalmente associados à infância urbana.

Jeisla Chaves no UFC
Jeisla Chaves no UFC – Foto: UFC

“Costumo dizer que não sou apenas do interior da Bahia. Sou da zona rural do interior da Bahia. Cresci na roça. Meu professor fala que eu ficava chupando cana em cima do pé de jaca. Eu brincava de boneca? Não. Gostava de ficar em cima do pé de jaca”, brinca.

A mudança para a área urbana abriu novos caminhos. Foi quando, segundo ela, começou a conhecer outras possibilidades, ingressou na faculdade e ampliou a percepção sobre o mundo. Mesmo agora, com uma carreira internacional, não pensa em romper a ligação com Poções.

As pessoas perguntam se vou embora de Poções. Eu digo: ‘Não, meu lugarzinho é aqui. Vou lutar e volto’. Não vou sair de lá. É preciso dar valor às origens e a quem você é de verdade”, opina.

“Quem é do interior da Bahia e do Nordeste sabe que é um pouco mais difícil. Tudo flui como tem que ser. Não podemos esquecer nossas origens, quem nós somos e quem está com a gente desde o início. Não soltar a mão de quem nunca soltou a nossa”, completa.

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“A Braba” nasceu treinando com homens

Foi assim que, sem deixar para trás a Jeisla de Poções, ela passou a se tornar cada vez mais “a Braba”, apelido que leva no UFC e que a acompanha desde a academia. Por ser a única mulher entre os companheiros de treino, precisou se acostumar a encarar homens nas atividades diárias, o que levou ao nome.

A intensidade dos trabalhos e a disposição para enfrentar adversários fisicamente maiores fizeram com que fosse chamada de “A Braba”, enfrentando adversários como seu principal parceiro de sparring, que pesa cerca de 100 quilos.

Para ela, essa convivência ajudou a construir uma identidade baseada na força, na contundência e na disposição para avançar. “Na academia, só havia homens e eu era a única mulher. Tinha que sair no soco mesmo, brigar e trocar porrada com eles”, lembra.

“Isso acontece até hoje. Foi daí que surgiu o nome: ‘Essa menina é braba, não tem medo de porrada‘”, conta. Dessa academia, surgiram a paixão, a força, o apelido e, além de tudo, as diversas modalidades que se unem na lutadora que ela é hoje em dia.

Jeisla Chaves no UFC
Jeisla Chaves no UFC – Foto: UFC

Campeã baiana de muay thai e de jiu-jítsu, Jeisla levou elementos das duas modalidades para o MMA. Ainda que seja reconhecida principalmente pela agressividade na luta em pé, desenvolveu recursos suficientes para trocar golpes, defender quedas, buscar posições no chão e ajustar o plano durante os combates.

No muay thai, encontrou a característica que mais marca suas apresentações: “O muay thai tem muita contundência. Não é apenas volume de golpes, é colocar força. Acho que daí surgiu minha identidade no MMA: ser uma menina forte, aguerrida e que procura a guerra“.

Chamando a atenção do UFC

Todas essas peças formaram a Jeisla que conseguiu traçar seu caminho até o UFC, acumulando combates regionais no interior da Bahia. Em uma de suas últimas apresentações antes do Contender Series, ela e a equipe decidiram transformar a vontade de chegar ao maior palco do MMA mundial em uma campanha.

Produziram uma camisa com o objetivo de chamar a atenção de Mick Maynard, um dos responsáveis pela montagem dos eventos da organização. Também gravaram um vídeo e passaram a marcar o dirigente nas publicações e nos stories das redes sociais.

Jeisla Chaves vence no Contender
Jeisla Chaves vence no Contender – Foto: UFC

A estratégia funcionou. Quando o empresário Léo Pateira apresentou o nome da atleta para uma possível participação no Contender Series, a resposta indicou que o UFC já a acompanhava.

“Mick respondeu: ‘Já estamos procurando uma adversária para ela’. Naquele momento, vimos que a camisa, o vídeo e as marcações tinham dado certo. Ele já havia me notado. Sabíamos que a oportunidade chegaria. Quando chegou, agarrei com todas as forças”, lembra.

Jeisla foi escalada para enfrentar Sofia Montenegro em setembro de 2025. A argentina, entretanto, não era a adversária originalmente prevista, e a mudança obrigou a equipe a adaptar a preparação durante o camp.

Jeisla Chaves contra Sofia
Jeisla Chaves contra Sofia – Foto: UFC

Por ser uma especialista em trocação, Sofia representava um tipo de desafio que agradava à baiana. Jeisla prefere confrontos contra atletas dispostas a manter o combate em pé, embora saiba que cada striker exija uma estratégia diferente.

Contra a argentina, o plano era encurtar a distância e impedir que ela desenvolvesse o volume de golpes e chutes. A luta foi equilibrada, atravessou os três rounds e terminou em decisão dividida a favor da brasileira – mas mais do que manter a invencibilidade, o resultado garantiu o contrato com o UFC.

Sem os treinadores na luta da vida

A preparação para o Contender também apresentou um problema muito maior do que a troca de adversária, quando os dois treinadores de Jeisla tiveram os vistos para os Estados Unidos negados. Churros tentou obter a autorização duas vezes, mas a segunda negativa chegou quando faltavam apenas 15 dias para o combate.

“Meu professor perguntou se eu estava animada e respondi que não. Ele perguntou o motivo, e eu falei: ‘Vocês não vão comigo. Não faz sentido chegar lá sem vocês. O senhor acreditou em mim desde o primeiro momento. Não faz sentido realizar esse sonho sem quem sonhou junto comigo'”, lembra.

Na época, Churros a lembrou de que aquela era a luta da vida de Jeisla e afirmou que ela deveria vencer em nome de toda a equipe. Depois da conversa, a atleta entrou no quarto, colocou um louvor e encontrou na fé a tranquilidade que não conseguia sentir até então.

“Deus falou muito comigo. Se eu disser que, depois daquele dia, senti medo, pressão ou desânimo, não senti. Falo que foi a mão de Deus. Não há lógica em entrar em uma luta do Contender, na qual todo mundo fica muito nervoso, e estar extremamente tranquila”, completa.

Jeisla Chaves no UFC
Jeisla Chaves no UFC – Foto: UFC

Assim, Jeisla viajou acompanhada do empresário e recebeu o apoio de profissionais do Galpão da Luta, entre eles Mestre Kong. A assistência foi importante, mas não substituía a presença de quem conhecia seus pontos fortes, suas limitações e seus sinais havia anos.

Mesmo assim, no vestiário, ela demonstrava uma serenidade que chamou a atenção de Léo. Questionado por Churros sobre o estado emocional da atleta, o empresário respondeu que só havia duas possibilidades: ou Jeisla era uma grande atriz, ou estava realmente tranquila, e ela estava.

“Parecia que era um sonho. Eu estava fazendo tudo aquilo, mas era como se não estivesse vendo nada. Receber a notícia de que eles não poderiam viajar foi um baque. Depois, tudo ficou tão calmo que foi surreal. Nem sei explicar o que aconteceu naquele dia“, conta.

Jeisla Chaves no Contender Series
Jeisla Chaves no Contender Series – Foto: UFC

Feliz antes mesmo do resultado

Ao final dos três rounds contra Sofia Montenegro, Jeisla sabia que o resultado poderia seguir para qualquer lado. Antes do anúncio oficial, olhou para Léo e disse que estava feliz independentemente da decisão dos juízes.

Eu fiz o que vim fazer. Vim propor uma guerra e fiz uma guerra. Estava extremamente feliz, qualquer que fosse o resultado”, diz.

Jeisla Chaves no UFC
Jeisla Chaves no UFC – Foto: UFC

Na avaliação da baiana, o combate havia sido tão equilibrado e movimentado que ambas poderiam receber contratos. A vitória por decisão dividida confirmou o resultado que esperava, mas o sentimento de realização apareceu antes mesmo de ter o braço erguido.

“É sair dali feliz mesmo sem saber o resultado, porque você sabe que fez a coisa certa e aquilo que se propôs a fazer. Esses momentos são muito marcantes. É a realização de um sonho e de tudo aquilo de que você abriu mão para chegar ali“, afirma.

Mais nervosa na estreia do que no Contender

Após conquistar o contrato, Jeisla precisou aguardar aproximadamente seis meses até receber a primeira luta oficial pelo UFC. A estreia aconteceu no dia 6 de junho de 2026, contra a venezuelana Yuneisy Duben, no UFC Vegas 118.

Desta vez, os treinadores estavam presentes. Paradoxalmente, Jeisla sentiu mais nervosismo na estreia do que na luta decisiva do Contender.

“Geralmente acontece o contrário. O Contender é o ápice do nervosismo, mas fiquei mais nervosa na estreia. Acho que queria mostrar serviço. Também estava com meus treinadores, e sentia que precisava mostrar algo para eles. Era o primeiro contato deles com o UFC. Eu estava realizando o sonho deles de estar ali”, conta.

“Quando entrei no octógono, falei: ‘Aqui é meu lugar. Nasci para isso’. Toda a minha trajetória e tudo que alcancei não aconteceram por acaso. Eu estava no maior palco do mundo e mostraria para todos quem é A Braba, mostraria meu trabalho e representaria minha equipe”, completa.

Jeisla Chaves contra Duben
Jeisla Chaves contra Duben – Foto: UFC

Duben também era uma trocadora, mas possuía um estilo diferente do apresentado por Sofia. Enquanto a argentina apostava no volume e nos chutes, a venezuelana oferecia maior perigo em golpes isolados, especialmente com uma mão muito potente. Por isso, Jeisla precisava se movimentar, atacar e sair da zona de perigo.

Durante o combate, a baiana conectou golpes mais efetivos, variou jabs, diretos, chutes baixos e cotoveladas no clinch, neutralizou tentativas de queda e também mostrou capacidade de improvisação. Ao perceber espaços que não haviam sido previstos no plano inicial, levou a adversária ao chão, pegou as costas e ameaçou encaixar um mata-leão.

Jeisla Chaves vence no UFC
Jeisla Chaves vence no UFC – Foto: UFC

A luta chegou novamente às papeletas. Jeisla acreditava ter vencido dois dos três rounds, mas se assustou quando ouviu que o resultado seria dividido. Os juízes marcaram 29-28, 28-29 e 29-28 para a brasileira.

Era a segunda decisão dividida consecutiva de sua trajetória, mas em circunstâncias diferentes. Contra Sofia, ela entendia que qualquer uma poderia vencer. Diante de Duben, estava mais segura de que havia feito o necessário para ficar com o resultado.

“Na estreia, foi uma luta incrível. Fiquei nervosa, mas nada que pudesse me atrapalhar. Eu queria mostrar que fazia parte daquela equipe e demonstrar gratidão por tudo que fizeram por mim”, lembra.

Jeisla Chaves lutando
Jeisla Chaves lutando – Foto: UFC

“Hoje eu faço parte do show”

Agora, quando acompanha as ring girls do UFC, Jeisla observa os gestos, os sorrisos, a maneira de interagir com o público e os detalhes de uma função que conhece bem. Passa um filme na minha cabeça, sem dúvida“, diz.

“Se não surgir uma luta, mas aparecer uma vaga para ring girl em Las Vegas, pode me chamar. É só falar que estou indo. Não tem problema nenhum”, brinca. Agora, porém, é ela quem entra na jaula, ocupa o centro da arena e provoca as reações do público.

Gosto de fechar a jaula, olhar para a adversária e pensar: ‘Agora é a hora. Eu mato ou morro’. É a adrenalina de saber que aquele é o meu show. Claro que o dinheiro é bom, porque permite ajudar a família e conquistar objetivos. Mas luto para sentir essa energia, para saber que estou dando um espetáculo”, admite.

Jeisla Chaves no Contender Series
Jeisla Chaves no Contender Series – Foto: UFC

Futuro no octógono

Agora, depois de sua segunda luta pelo UFC contra Carli Judice, que levou sua invencibilidade por nocaute técnico em pouco mais de um minuto e meio com chutes frontais, Jeisla tem o desafio de voltar a vencer – e, quem sabe, muito em breve.

A urgência que marcou os primeiros passos da trajetória, dando suas duas lutas no UFC em menos de três meses, deu lugar à tranquilidade de quem finalmente alcançou o lugar pelo qual decidiu arriscar tudo.

Jeisla Chaves contra Carli Judice
Jeisla Chaves contra Carli Judice – Foto: UFC

Se aparecer uma luta com 15 dias, vou aceitar. Se me derem um descanso, também vou gostar. Estou sempre pronta para o que o UFC mandar. As coisas acontecem quando têm que acontecer, como têm que acontecer e com quem têm que ser”, projeta.



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