• Home
  • Política
  • Clube da Série B recusa ofertas milionárias de bets e apoia proibição do governo

Clube da Série B recusa ofertas milionárias de bets e apoia proibição do governo

O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, preferiu manter o time que comanda sem um patrocinador master a aceitar proposta de casas de apostas. Também sócio-proprietário do Dourado, o gestor se mostrou contrário às bets e comentou a medida provisória do presidente Lula que proibiu que as empresas sigam operando no Brasil.

“Permanecemos na Série A em 2023 e 2024 e tivemos muita procura de bet querendo patrocinar o Cuiabá. O meu patrocínio valia R$ 15 milhões, eu pedia R$ 20 milhões, se valia R$ 10 milhões, eu pedia R$ 15 milhões. Sempre pedi um valor alto para não fazer negócio”, conta Dresch em entrevista ao Estadão.

Tudo sobre Esportes em primeira mão! Entre no canal do WhatsApp.

“Chegou um momento em que o Sicred, já afetado pela inadimplência que as bets causam, nos avisou que se colocássemos uma bet na camisa não iria renovar o patrocínio”, acrescenta ele, mencionando a cooperativa de crédito que patrocina o clube do Mato Grosso desde 2015.

O gestor afirma ter feito mais de 10 reuniões com empresas de apostas e avalia que as casas viciam os apostadores, destroem famílias e as deixam endividadas. O Cuiabá está no momento há quase dois anos sem um patrocínio master e tem usado o espaço frontal da camisa para divulgar iniciativas associadas ao agronegócio local.

“É uma filosofia minha. Já conversei com alguns donos de bet. Tem muita coisa que acontece que a mídia não fala porque depende desse dinheiro, mas muita coisa ruim com esse negócio chamado bet”, disse.

Cristiano Dresch
Cristiano Dresch – Foto: Ascom Dourado

Dresch ainda criticou o movimento dos clubes de futebol de lançar um manifesto contra a decisão do Governo Lula banir as bets no Brasil. O manifesto foi assinado pela maioria dos clubes da Série A e B, mas não teve o Cuiabá.

“O futebol poderia ter feito bom uso desse dinheiro. O que os times fizeram com esse dinheiro? Aumentaram o salário de jogador. Só isso. Passou a transferir mais renda ainda para jogadores. Ninguém investiu em estrutura, ninguém pagou dívida”, opina.

Leia Também:

Proibição de bets

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou a proibição das apostas esportivas e dos cassinos em todo o país. Em coletiva de imprensa realizada na sexta-feira, 25, uma Medida Provisória (MP) foi assinada pelo presidente Lula para formalizar a derrubada das plataformas de apostas inicialmente por 120 dias.

Dresch, apesar de favorável à decisão, acredita que a mudança abrupta não será fácil. “É difícil desligar a tomada e acabar com esse negócio do dia para a noite, falando na questão prática. Sou a favor da Medida Provisória, mas não acredito que vai acabar com esse negócio”.

“O que está por trás das bets, escondido, é esse monte de cassino, de jogo do Tigrinho. Temos uma oportunidade de reduzir bem, de diminuir o impacto que isso está causando à sociedade. Sempre fui contra, nunca vi isso como algo saudável”.



VEJA MAIS

Clube da Série B recusa ofertas milionárias de bets e apoia proibição do governo

O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, preferiu manter o time que comanda sem um patrocinador…

relançamento de Ultimato desbanca sucesso brasileiro

O relançamento de ‘Vingadores: Ultimato’, intitulado ‘Vingadores: Ultimato Encore’, superou a liderança de ‘Minha Melhor…

Caruru Solidário da Polícia Civil arrecada mais de duas toneladas de alimentos

A 23ª edição do Caruru Solidário, realizada na sexta-feira (25) pela Polícia Civil da Bahia,…