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Citricultura baiana pede socorro; Crise é debatida na Alba

Produtores de laranja de diversas regiões do estado foram à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), nesta segunda-feira (13), em busca de solução para a crise enfrentada pela citricultura baiana. O setor enfrenta queda de preços no mercado e dificuldade de venda da produção com risco de desemprego em massa.

Na Alba, os citricultores foram ouvidos em uma audiência pública mediada pelo deputado estadual Eduardo Salles (PV). Os produtores reclamam da queda do preço da tonelada da laranja. Antes, a tonelada era vendida a cerca de R$ 2,5 mil, agora o preço estimado é de R$ 400,00. Para piorar o cenário, eles alegam que o custo de produção da tonelada gira em torno de R$ 600,00.

“É uma situação sem precedentes. É uma crise terrível, dolorosa que a citricultura baiana enfrenta. Nós temos, infelizmente, a possibilidade de um desemprego em massa”, alertou o deputado Eduardo Salles, presidente da Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo na Alba.

Propostas

De acordo com o parlamentar, a audiência pública no Legislativo apontou alguns caminhos para mitigar os efeitos da crise. Dentre eles, está a possibilidade de a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) comprar a produção excedente dos citricultores em uma tentativa de regular o mercado.

Salles também disse que foi discutida a necessidade de a Bahia ter uma indústria para processamento de laranjas.

Apoio Financeiro e Novas Demandas para o Setor

Ainda durante o encontro, o Banco do Nordeste anunciou a prorrogação de prazos para os financiamentos que vencem em 2026 sem alteração da taxa de juros. Outra pauta debatida é a inclusão do suco de laranja na merenda escolar nas redes de ensino estadual e municipais.

“Nós temos uma missão muito grande. A Bahia já foi o segundo maior produtor de laranja do país. Hoje é o quarto. Nós aumentamos a produtividade, diminuímos a área. Nós tínhamos 70 mil hectares de área plantada. Hoje, temos 50 mil hectares, mas a nossa produção avançou graças à tecnologia. Então nós temos muito a fazer, mas sem competitividade, sem indústrias aqui no estado, isso prejudica muito. Nossa laranja é vendida para Sergipe e até São Paulo, que está a 2 mil quilômetros daqui”, exemplificou o parlamentar

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