O homem apontado pelas investigações como mandante do assassinato da advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos, é cigano e reside na cidade de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O homem, de 20 anos, seria um dos credores do suposto golpe milionário atribuído ao sobrinho da vítima. A informação foi apurada com exclusividade pela reportagem junto a fontes ligadas à investigação.
Na terça-feira (4), durante os desdobramentos da Operação Vendetta, a Polícia Civil revelou que o homicídio foi motivado por vingança. Segundo as investigações, o sobrinho da advogada atuava em um esquema de compra, locação e revenda de veículos nas regiões de Itabuna e Ilhéus, causando um prejuízo estimado em R$ 6 milhões.
De acordo com a apuração da reportagem, o homem apontado como mandante do crime era um dos credores que alegavam ter sido lesados pelo esquema. A investigação indica que ele decidiu encomendar a morte do sobrinho da advogada para retaliar o prejuízo financeiro. Como o alvo não foi localizado, os executores passaram a perseguir Cláudia Félix, que acabou sendo assassinada.
Em entrevista coletiva, o diretor da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin/Sudoeste), delegado Roberto Júnior, confirmou que uma das vítimas do suposto golpe ordenou a execução e que a advogada foi morta como forma de vingança. A Polícia Civil também informou que o mandante teria pago R$ 25 mil pela execução.
“O mandante é de Camaçari, está com a prisão decretada. Ele, através de um terceiro, que também está com a prisão decreta, efetuou a paga de R$25 mil, para que os outros quatro fossem fazer o levantamento e executar a advogada em Itororó”, disse.
Ao todo, seis pessoas são investigadas por participação no crime. Dois executores já foram presos, um policial militar e um monitor de ressocialização, enquanto outros dois suspeitos seguem foragidos. O suposto mandante e um intermediário também continuam sendo procurados.
As investigações prosseguem para localizar os envolvidos e esclarecer todos os detalhes do homicídio.