Uma sequência de instabilidades atinge 13 estados das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte do Brasil ao longo desta semana. A combinação de uma área de baixa pressão, uma frente fria e um corredor de umidade eleva os volumes de chuva, as descargas elétricas e as rajadas de vento em várias partes do país.
As projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam que os maiores acumulados ocorrem na Região Sul. Entre os dias 5 e 12 de outubro, os volumes chegam a 200 milímetros no norte do Rio Grande do Sul, no oeste de Santa Catarina e no oeste do Paraná. Nas demais áreas do Sul, a chuva varia entre 60 e 100 milímetros.
Uma área de baixa pressão com origem entre o norte da Argentina e o oeste do Paraguai ganha força nesta quarta-feira, 7. O sistema avança pela Região Sul e evolui para um ciclone extratropical no sábado, 10.
Situação por região do Brasil
- Região Sul: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná concentram os maiores riscos de alagamentos, enxurradas, elevação dos rios e deslizamentos de terra.
- Região Sudeste: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro registram pancadas de chuva e trovoadas. Os maiores acumulados da região se concentram em solo paulista e mineiro. O Espírito Santo permanece na borda do sistema, com predomínio de tempo firme no norte capixaba e possibilidade de chuva isolada no sul do estado.
- Região Centro-Oeste: Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás apresentam avisos de tempestades. Os acumulados atingem 100 milímetros em pontos de Mato Grosso do Sul e 50 milímetros no sul goiano e mato-grossense.
- Região Norte: Amazonas, Acre e Rondônia recebem pancadas de chuva ao longo do período. A porção oeste do Amazonas pode ultrapassar 100 milímetros de precipitação.
O ciclone extratropical conclui sua formação no fim de semana, quando desloca a frente fria em direção ao oceano Atlântico.