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Chefe do BDM e marido da ‘Rainha do Sul’ está entre transferidos para presídio federal

A história da Operação Rainha do Sul, que levou à prisão de 12 integrantes do Bonde do Maluco (BDM) em Salvador, ganhou um novo capítulo. Leandro da Conceição Santos Fonseca, conhecido como Léo Gringo ou Shantaran, apontado como uma das lideranças da facção, está entre os cinco integrantes de organizações criminosas transferidos para presídios federais.

O elo com a operação que chamou atenção pela prisão de uma advogada é direto: Poliane França Gomes, presa na própria casa, em São Caetano, é apontada no material da investigação como esposa de Léo Gringo.

A transferência do líder do BDM ocorreu no âmbito de uma ação integrada entre a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), Ministério Público e Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). Léo Gringo foi levado para o presídio federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Da ‘Rainha do Sul’ ao presídio federal

A prisão de Poliane ganhou destaque durante a Operação Rainha do Sul justamente pela posição que, segundo a investigação, ela teria ocupado dentro da estrutura criminosa.

A operação recebeu o nome da série de televisão “Rainha do Sul”, cuja personagem central se envolve com o tráfico de drogas e ascende dentro de uma organização criminosa.

Poliane foi presa na residência onde morava, na Ladeira do Bambuí, em São Caetano. Segundo a investigação divulgada à época, os policiais encontraram R$ 190 mil em dinheiro no imóvel.

Ainda de acordo com as informações da operação, o envolvimento da advogada com o grupo teria começado com a prestação de serviços jurídicos e evoluído após o relacionamento.

Quem é Léo Gringo

Leandro da Conceição Santos Fonseca, o Léo Gringo ou Shantaran, é apontado pelas forças de segurança como liderança do Bonde do Maluco.

O documento que detalha os cinco transferidos informa que ele esteve envolvido em disputas pelo domínio do tráfico em Itinga.

O histórico prisional de Léo Gringo também é extenso. Ele já esteve custodiado no Conjunto Penal de Serrinha, no presídio federal de Campo Grande e no Conjunto Penal Masculino de Salvador.

O nome dele ainda aparece entre os alvos da Operação Sintonia de Gravata, deflagrada em 2026.

Operação Rainha do Sul mirou estrutura do BDM

Quando a Operação Rainha do Sul foi deflagrada, a investigação não se limitou às prisões. A ação também atingiu a estrutura financeira atribuída ao grupo.

Na ocasião, foram cumpridos 14 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão. As investigações apuravam crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e participação em ataques armados contra grupos rivais.

Também foram determinados bloqueios de contas bancárias e investimentos vinculados a 26 CPFs e CNPJs, com valores que poderiam chegar a R$ 100 milhões.

Entre os bens alcançados estavam automóveis, uma moto aquática, um haras com cavalos de raça e uma usina de energia solar avaliada em aproximadamente R$ 1 milhão.

A operação também mirou pessoas apontadas como responsáveis pela contabilidade do tráfico, gerentes territoriais e operadores envolvidos no transporte, armazenamento e distribuição de drogas e armas.

As ações ocorreram simultaneamente na Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo.

Léo Gringo foi levado para unidade federal

Além de Léo Gringo, outros quatro integrantes do Comando Vermelho e do Bonde do Maluco foram transferidos para unidades federais de segurança máxima.

Segundo a SSP-BA, os cinco possuem envolvimento com atividades criminosas como tráfico de drogas e armas, homicídios, lavagem de dinheiro e corrupção de menores.

No caso de Léo Gringo, a transferência coloca novamente no centro da investigação a conexão entre uma das principais lideranças do BDM e a mulher que ganhou o apelido de “Rainha do Sul” após ser presa na operação que investigou a estrutura financeira e operacional da facção.

A partir de agora, Léo Gringo deixa uma unidade prisional baiana e passa a cumprir custódia no sistema federal, em Campo Grande (MS).

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