A parceria entre a educação pública e instituições que incentivam a produção de conhecimento tem ampliado as possibilidades de aprendizagem para estudantes baianos. Essa perspectiva esteve presente no Concurso Cultural Jovem Jornalista (CCJJ) 2026, que, neste ano, aborda o tema “De onde eu venho, escrevo: histórias e leituras do meu lugar no mundo” e reúne estudantes em torno da pesquisa, da escrita e da valorização das histórias de seus territórios.
O projeto também evidencia a importância da articulação entre as redes estadual e municipais de ensino e parceiros privados, como o Grupo A TARDE, para estimular iniciativas voltadas à educação.
A secretária municipal de Educação de Lauro de Freitas, Tamires Andrade, ressaltou que a escola pode abrir caminhos para pessoas que tiveram a trajetória escolar interrompida.
Ela citou o caso da finalista na categoria Tirinha, Maria Elisângela, representante do município de Lauro de Freitas e estudante da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Aos 16 anos, ela precisou interromper os estudos para ajudar no sustento da família e retornou à escola neste ano. Hoje, mãe de dois filhos e trabalhando como diarista, vivencia uma nova etapa de sua formação.
“Este evento, estar aqui hoje, é muito singular e muito representativo sobre a importância do papel da educação, o papel transformador da educação de levar pessoas a lugares nunca imaginados”, afirmou a secretária.
De acordo com Tamires, o município tem buscado fortalecer ações de alfabetização e de combate à evasão escolar, incluindo iniciativas voltadas a pessoas que não tiveram a oportunidade de estudar na idade considerada adequada.
“O ponto crucial de fortalecimento das ações da Secretaria Municipal de Educação é o fortalecimento da educação como uma plataforma de transformação social”, declarou.
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Segundo o secretário da Educação do Estado da Bahia, Marcius Gomes, a cooperação entre diferentes instituições contribui para ampliar as oportunidades oferecidas aos jovens.
“As páginas de aprendizagem têm sido uma agenda importante com os 40 municípios, onde a gente reafirma uma série de princípios envolvidos com o regime de colaboração, uma agenda importante com os municípios da Bahia”, afirmou.
Para o secretário, a participação dos estudantes em iniciativas culturais e educacionais está relacionada a um movimento mais amplo de incentivo à produção de conhecimento e à literatura.
“Incentivar a juventude a produzir conhecimento, incentivar a literatura e, acima de tudo, também compreender o processo democrático é extremamente valoroso”, destacou.
A presença conjunta de estudantes das redes municipal e estadual também foi apontada por Gomes como uma oportunidade de reconhecer o potencial dos jovens.
“A gente leva, nesse dia de hoje, os estudantes da rede municipal e da rede estadual, justamente esse encontro da capacidade que essa juventude tem para produzir conhecimento”, disse.

Educação e pertencimento
Em Dias d’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador, o secretário municipal de Educação, Gilmar Carvalho Cardoso, destacou a autonomia proporcionada pelo ambiente escolar para que os estudantes possam contar as histórias de seus municípios a partir das próprias perspectivas.
Para ele, iniciativas como o Concurso Cultural Jovem Jornalista ajudam a desenvolver o sentimento de pertencimento.
“A importância é, primeiro, a sensação de pertencimento, de se entender o local onde ele mora, a cidade onde ele mora, e também a questão do estudo, do conhecimento, da interação com a comunidade escolar e da produção do conhecimento”, afirmou.
Cardoso também ressaltou que projetos educacionais podem ser ampliados por meio da cooperação entre o poder público e a iniciativa privada.
“O poder público sozinho não consegue fazer e o privado também. Então, acho que um implementa o outro”, disse.
Para o secretário, diante das limitações financeiras e orçamentárias, a construção conjunta permite a realização de projetos que dificilmente seriam desenvolvidos de forma isolada.

Memória preservada pela escola
Em Ourolândia, na região do Piemonte da Diamantina, o secretário municipal de Educação, Antônio Moreira de Souza, chamou atenção para o papel da escola na preservação da memória e da identidade local.
“A escola ajuda com a conscientização dos nossos alunos, eles se reconhecendo no lugar de que são e de que vieram. E eu acho que isso é importante para que eles possam dar valor ao que têm no nosso lugar e no nosso município”, afirmou.
Segundo ele, a escola funciona como uma referência para que crianças e adolescentes conheçam e valorizem o ambiente em que vivem.
“A escola e toda a comunidade acabam sendo um ponto de referência para o aluno, para ele se reconhecer no seu próprio lugar, no seu próprio ambiente escolar e para que possa manter a valorização desses ambientes”, destacou.

Além da produção textual e da valorização das histórias locais, o secretário estadual Marcius Gomes também abordou o impacto das novas tecnologias no processo de aprendizagem. Segundo ele, a ampliação do acesso a equipamentos, embora necessária, não é suficiente para transformar a prática pedagógica.
“Quando a gente fala de tecnologia, tem desafios ainda não só do acesso. Os investimentos do estado da Bahia, hoje, em distribuição de tablets e tecnologia dentro das escolas ainda não são suficientes para a gente compreender o verdadeiro papel da tecnologia na transformação do processo pedagógico”, afirmou.
Para Gomes, o debate sobre inteligência artificial e novas tecnologias precisa envolver tanto a formação dos professores quanto a participação dos próprios estudantes.
“A gente acredita muito que esse movimento do debate da inteligência artificial, das novas tecnologias, é um processo incrível de construção que vai desde a relação com os professores, na formação de professores, mas também nessa juventude”, disse.
Em Olindina, na região Nordeste da Bahia, a secretária municipal de Educação, Cláudia Souza, ressaltou a contribuição da escola para a preservação da memória e para o registro das experiências vividas pelos estudantes.
“A escola tem um papel fundamental de preservar histórias, de fazer histórias. É através da vivência deles no dia a dia, na sala de aula, na construção do conhecimento, que essas histórias são marcadas e são registradas”, afirmou.
Para Cláudia, esse processo também permite valorizar diferentes trajetórias.
“São histórias de vida, histórias de sucesso, e é a contribuição da educação que marca a vida das pessoas”, destacou.

Em Seabra, na Chapada Diamantina, a secretária municipal de Educação, Marília Pereira, destacou a parceria com o Grupo A TARDE no desenvolvimento de ações de educomunicação nas unidades de ensino.
“É muito importante a parceria com o Grupo A TARDE no processo de educomunicação nas unidades de ensino, onde os alunos têm a oportunidade de estar com o jornal em sala de aula, no processo de aprendizagem, de estar também escrevendo sua própria história, ‘De Onde Eu Venho Eu Escrevo’, que foi o tema do concurso Jovem Jornalista em 2026, tendo os alunos como protagonistas nesse processo”, afirmou.
Segundo Marília, a iniciativa também contribui para o desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita. Ela citou a participação de uma estudante de Seabra que chegou à final do concurso.
“No nosso município, nós temos uma aluna que foi contemplada, que chegou à final, então parabenizo a aluna Jailsa, parabenizo também o Grupo A TARDE por essa oportunidade, dela estar escrevendo, dela estar fazendo uma videorreportagem sobre sua história, sobre a história de sua localidade”, disse.

O Concurso Cultural Jovem Jornalista (CCJJ) 2026 é uma realização do Programa A TARDE Educação, do Grupo A TARDE, e conta com o apoio da Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC/BA), da Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás), da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), do Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA) e da Rio Energy. A iniciativa tem patrocínio da Acelen, do SESI, do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e da Neoenergia Coelba.