O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, criticou o aumento do Bolsa Família anunciado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que a medida representa uma tentativa de influenciar o eleitorado às vésperas da eleição. O benefício terá o piso elevado de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro.
Para o candidato, o reajuste de R$ 91 não seria suficiente para alterar a percepção dos eleitores sobre o governo, mas teria como objetivo conquistar votos. Caiado associou a medida diretamente à disputa eleitoral.
“À véspera de uma eleição, você vê uma atitude populista como essa aí, de querer dizer: ‘Agora eu vou aumentar R$ 91 no Bolsa Família.’ Isso é brincar com a inteligência do brasileiro, desrespeitar a inteligência do brasileiro e achar que o cidadão, a 16 dias, pode mudar e comprar o voto por mais R$ 90.”
A declaração foi dada nesta sexta-feira, 18, durante entrevista em vídeo transmitida pela Gazeta do Povo. Na ocasião, Caiado também respondeu a uma série de perguntas rápidas sobre outros nomes da política nacional e sobre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Questionado sobre o presidente Lula, que tenta a reeleição, o candidato o classificou como “ladrão do futuro brasileiro”. Já ao comentar a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou: “Conseguiu unir a direita brasileira, mas não soube governar.”
Posições sobre o STF
André Mendonça e Alexandre de Moraes também foram citados. Os dois ministros do STF foram apresentados ao candidato em uma sequência de perguntas sobre a atual crise na Corte.
Mendonça, indicado por Bolsonaro para o Supremo e relator do caso Master, recebeu a seguinte avaliação de Caiado:
“Resistindo, mas está de uma certa maneira isolada. Mas tem os cumprimentos hoje da população brasileira por ter tido a coragem de desnudar.”
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Ao falar de Moraes, indicado ao STF pelo ex-presidente Michel Temer e citado no texto como estando sob suspeita de envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Caiado declarou:
“Já passou o momento de poder saber que seu comportamento não é compatível com o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal.”
O candidato também afirmou ser favorável ao impeachment de ministros da Corte. Segundo Caiado, a medida deveria alcançar “todos que tiverem motivos para serem impeachmados”.
Anistia para condenados
Outro posicionamento apresentado por Caiado durante a entrevista envolve os atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram depredadas e ocupadas. O candidato classificou os episódios como “uma baderna”.
Caiado defende a anistia dos condenados pela tentativa de golpe, entre eles Jair Bolsonaro.
Em setembro de 2025, o ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.