Uma aeronave civil foi interceptada por caças militares dos Estados Unidos nesta terça-feira, 11, após entrar no espaço aéreo restrito sobre Geneva, em Ohio, onde foram realizados os Jogos Patrióticos, evento que contou com a presença do presidente Donald Trump.
Segundo o Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD), a aeronave, de aviação geral, violou as restrições temporárias de voo estabelecidas na região. Caças americanos foram acionados e escoltaram o avião para fora da área restrita.
Durante a interceptação, os militares lançaram sinalizadores para chamar a atenção do piloto e indicar que ele deveria deixar o espaço aéreo. As contramedidas são normalmente utilizadas para confundir ou neutralizar mísseis guiados por calor.
De acordo com o The New York Times, este foi pelo menos o quarto episódio do tipo registrado em uma semana nas proximidades de áreas onde Trump esteve.
No domingo, 9, três aeronaves entraram no espaço aéreo restrito sobre o campo de golfe de Trump em Bedminster, Nova Jersey. Na ocasião, também houve interceptações por caças militares.
O NORAD reforçou que pilotos devem consultar regularmente os avisos oficiais sobre restrições temporárias de voo antes de realizar operações nas áreas afetadas.
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Outros casos
Incidentes semelhantes já haviam sido registrados em Bedminster. Em 19 de julho, caças F-16 do NORAD interceptaram três aeronaves que entraram no espaço aéreo restrito sobre o campo de golfe de Trump. Em dois dos casos, foram utilizados sinalizadores para impedir a permanência das aeronaves na área protegida.
As zonas de exclusão aérea são estabelecidas temporariamente ao redor do presidente e de outras autoridades durante determinados deslocamentos e eventos.