Prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil) participou da cerimônia de entrega da Comenda 2 de Julho ao diretor-geral da Defesa Civil de Salvador, Sosthenes Macêdo, nesta quinta-feira (7), na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).
No local, em entrevista coletiva, ele falou sobre o papel da Prefeitura de Salvador como medidora do impasse entre rodoviários e empresários, diante da ameaça de greve na capital baiana.
“O que a gente sempre faz é atuar como mediador. Graças a Deus, foi assim durante a gestão de [ACM] Neto e é assim durante a nossa gestão. Nunca houve greve e a gente espera que não tenha. A gente faz um apelo para ambas partes”, disse.
Na ocasião, Reis refletiu que, apesar da preocupação, esse é um problema anual recorrente. Ele lembra que, historicamente, em todo mês de maio, trabalhadores e empresários do ramo rodoviário entram em impasse.
“Desde quando essa cidade existe sempre, no mês de maio, iniciam as negociações com a categoria. Eles fazem esses movimentos para tentar ter uma melhor negociação com os empresários, essa é uma relação privada entre funcionário e patrão. A gente sabe que isso vai acabar no dissídio, que o Tribunal Regional do Trabalho vai ter que decidir”, explicou.
Colocando a questão em âmbito trabalhista, o chefe do Executivo enfatizou os problemas da Prefeitura relacionados aos gastos com o transporte público e outros setores.
“No final do mês a Prefeitura tem que completar o subsídio para que os salários possam ser pagos. Estão sofrendo aí com a guerra lá do Irã, o óleo diesel já teve um aumento significativo, a prefeitura já vai ter que pagar esse desequilíbrio do óleo diesel. Vem agora aí o meio do ano para pagar metade do décimo [terceiro]. Então tem uma série de problemas pela frente, o que a gente pede é que tenha bom senso e que possa chegar a uma negociação que seja justa para todos”, finalizou.