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Baianos são vítimas de tráfico de pessoas em Madagascar

Baianos estão entre os 23 brasileiros vítimas de tráfico internacional de pessoas e trabalho escravo digital em Madagascar e Camboja, que tentam retornar para o Brasil. Sem dinheiro, eles estavam no Aeroporto de Antananarivo, até receberem acolhimento de uma ONG local.

Informações preliminares apontam que nove são naturais da Bahia, mas as autoridades não confirmaram a informação.

Atraídos por falsas promessas de emprego com altos salários, eles acabaram sob o domínio de uma máfia cibernética. O caso está sendo acompanhado pela Polícia Federal e pelo Itamaraty.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), o órgão está acompanhando o caso através da Embaixada do Brasil em Maputo, responsável pelo atendimento em Madagascar. Além disso, presta assistência consular e mantém interlocução com as autoridades locais e com a Interpol.

Bahia acompanha situação

Secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas usou as redes sociais, na tarde desta quinta-feira (27), para informar que a pasta está acompanhando de perto a situação dos baianos.

“A SJDH atua em articulação com o Ministério das Relações Exteriores e organizações internacionais para que o retorno ao Brasil aconteça com segurança e para que, chegando à Bahia, essas pessoas encontrem acolhimento e proteção”, afirmou.

De acordo com o titular, por segurança e respeito às vítimas, não há informações sobre as identidades, perfis e retorno. Aos que desejarem, será oferecido acompanhamento por meio do nosso Núcleo de Enfrentamento ao Trabalho Escravo e ao Tráfico de Pessoas (NETP), em articulação com a rede estadual de proteção.

“O tráfico de pessoas é um crime grave, que se aproveita de sonhos e necessidades para atrair pessoas com falsas oportunidades de trabalho e submetê-las a diferentes formas de exploração e violência. Por isso, nosso trabalho também acontece na prevenção e na articulação com os órgãos de segurança para enfrentar as organizações criminosas responsáveis pelo recrutamento dessas vítimas”, garantiu Freitas.

Centro de Referência de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Combate ao Trabalho Escravo

Além disso, o secretário afirmou que a Bahia ganhará ainda este ano o Centro de Referência de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Combate ao Trabalho Escravo, fortalecendo o acolhimento, a proteção e o atendimento multidisciplinar.

“Nosso compromisso é muito claro: acolher quem precisa recomeçar, proteger direitos e enfrentar as redes que transformam pessoas em mercadoria”, finalizou.

Confira a publicação:

O Portal Salvador FM entrou em contato com a Polícia Federal da Bahia para buscar mais informações sobre a situação, no entanto, até a publicação da matéria, não obteve retorno.



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