Apesar de integrar o Grupo City, conglomerado que detém 90% da SAF tricolor, o Esporte Clube Bahia está longe de liderar o ranking de gastos com salários no Campeonato Brasileiro.
De acordo com informações obtidas pelo portal A TARDE, o Bahia desembolsa cerca de R$ 14 milhões por mês para manter o elenco atual, valor que o coloca ao lado do Athletico, fora do top 10 de maiores folhas salariais da Série A.
Mesmo assim, o clube aparece à frente de adversários que gastam mais com seus jogadores, como Cruzeiro, Atlético-MG, Santos, Grêmio, Vasco, São Paulo, Botafogo e Corinthians, na classificação do Brasileirão.
Confira o ranking das folhas salariais da Série A
O Flamengo lidera a lista, com um gasto mensal estimado em R$ 37,5 milhões, seguido por Palmeiras, Corinthians e Cruzeiro, que aparecem com R$ 30 milhões cada. O Atlético-MG fecha o grupo dos cinco primeiros, com R$ 27 milhões mensais.
Confira os valores estimados das folhas salariais dos clubes da Série A:
- Flamengo: R$ 37,5 milhões*
- Palmeiras: R$ 30 milhões
- Corinthians: R$ 30 milhões
- Cruzeiro: R$ 30 milhões
- Atlético-MG: R$ 27 milhões
- Santos: R$ 25 milhões
- Fluminense: R$ 20 milhões
- Grêmio: R$ 20 milhões
- São Paulo: R$ 18 milhões
- Vasco: R$ 16 milhões
- Botafogo: R$ 15 milhões
- Bahia: R$ 14 milhões
- Athletico: R$ 14 milhões
- Internacional: R$ 12,5 milhões*
- Bragantino: R$ 10 milhões
- Vitória: R$ 9 milhões
- Coritiba: R$ 8 milhões
- Mirassol: R$ 6 milhões
- Remo: R$ 5,5 milhões*
- Chapecoense: R$ 3,8 milhões
*Os dados dos times adversários foram levantados pelo ge
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Cadu Santoro destaca desempenho do Bahia acima dos investimentos
Mesmo sem figurar entre os clubes que mais gastam com salários, o Bahia vem mantendo uma campanha competitiva no Campeonato Brasileiro. Apesar das eliminações precoces na Libertadores e na Copa do Brasil, a equipe segue na disputa pelas primeiras posições e tem brigado por uma vaga no G-4 desde o início da competição.
O desempenho foi ressaltado por Cadu Santoro, diretor de futebol do clube, durante entrevista coletiva concedida em setembro. Na ocasião, o dirigente afirmou que o Bahia ocupava a 14ª posição no ranking de receitas e tinha a 12ª maior folha salarial da Série A. Segundo ele, a campanha tricolor demonstra um rendimento superior à capacidade financeira atual do clube.
“Às vezes se comunica que o dinheiro é infinito, que vamos sair contratando, mas hoje o Bahia possui a 14ª receita da Série A, a 12ª folha da Série A, e estamos há 59 rodadas no G-8. Então isso mostra que estamos performando acima da receita do clube, acima da folha do clube. Existe um salto grande para que a gente possa estar em outro grupo do Campeonato, que é quem briga pelo primeiro e segundo lugar de forma regular, mas, para isso, temos que continuar crescendo o clube em receita”, disse Cadu Santoro.
O dirigente também ressaltou a necessidade de ampliar as receitas para que o Bahia possa alcançar um novo patamar competitivo e disputar, de maneira mais regular, as primeiras colocações do Campeonato Brasileiro.
Bahia mantém posição no G-6 e segue próximo do G-4
Após o encerramento da 30ª rodada, o Bahia permaneceu na 5ª colocação do Brasileirão, com 49 pontos. O resultado foi favorecido pela derrota do Cruzeiro, concorrente direto na parte de cima da tabela, para o Red Bull Bragantino por 4 a 2, nesta segunda-feira, 12. Caso tivesse vencido, a equipe mineira teria ultrapassado o Tricolor.
Outro resultado acompanhado de perto pelo Bahia foi o confronto entre Athletico-PR e Chapecoense. O Furacão levou a melhor e venceu por 4 a 1, mantendo-se na disputa pelas primeiras posições.
Mesmo com o triunfo paranaense, o Bahia continua próximo do grupo que garante vaga direta na próxima edição da Libertadores.