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Bactéria encontrada em fábrica da Ypê acende alerta; especialistas explicam riscos


A bactéria Pseudomonas aeruginosa é associada a infecção hospitalar e pode provocar infecções severas, incluindo pneumonia hospitalar

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (7/5) o recolhimento de lotes finalizados com o número 1 da marca Ypê. A decisão foi motivada devido ao risco contaminação microbiológica registrado na fábrica da empresa em novembro de 2025, quando a bactéria Pseudomonas aeruginosa foi identificada. O portal LeoDias conversou com especialistas e explica quais são os riscos do contato com a bactéria. Confira:

O professor PhD Ramon Aguiar alerta que a Pseudomonas aeruginosa não deve ser encontrada em produtos de limpeza, por exemplo, e que a decisão de retirar o lote possivelmente infectado de circulação é uma questão de saúde: “Mesmo sendo considerada de baixo risco, ela pode representar perigo para pessoas com comprometimento do sistema imunológico. Esse tipo de bactéria não deve ser encontrado em produtos industriais, de acordo com as normas da Anvisa. A decisão da Anvisa teve como objetivo prevenir possíveis danos à saúde pública”.

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Já para a farmacêutica Samara Verly, que realizou estudos sobre a bactéria em questão, o risco é principalmente afetar pessoas que já possuem o sistema imunológico abalado, como imunossuprimidos, pessoas com câncer ou HIV/AIDS, sem tratamento adequado e transplantados.

“Ela vai se aproveitar pessoa que estiverem apresentando um sistema imunológico mais frágil. Então pode ser que agrave alguma situação de saúde que a pessoa já tem”, afirmou.

Sintomas


De acordo com o professor Aguiar, os consumidores que entraram em contato com produtos contaminados, podem apresentar diferentes tipos de sintomas: “A bactéria pode infectar o aparelho urinário, o aparelho respiratório ou qualquer outro local que permita sua entrada, como feridas. Em casos mais graves, a infecção pode evoluir para sepse, que pode apresentar sintomas como febre, taquicardia, respiração acelerada, cansaço, diminuição do volume de urina e queda importante da pressão arterial”.

Sobre a possibilidade de um risco a longo prazo, o especialista ainda afirma que o risco maior “está em permitir que produtos de limpeza, produzidos sem cumprimento adequado de etapas importantes do processo produtivo, possam chegar ao consumidor com contaminação por microrganismos. Ainda temos poucas informações sobre o que foi encontrado pela Anvisa, mas estamos falando de um órgão forte, independente, respeitado e com um corpo técnico de alta qualificação. Dessa forma, a Anvisa exerce um papel essencial para garantir que os brasileiros consumam produtos que atendam às normas de segurança sanitária”.

A farmacêutica reforça ainda que as normas da agência são baseadas em uma resolução e que nela, consta que a Pseudomonas aeruginosa é considerada crítica: “Existe uma classificação dos microrganismos em que alguns são considerados aceitáveis, por não apresentarem riscos à saúde, enquanto outros são nocivos e não podem ser identificados nos produtos. Quando esses microrganismos prejudiciais são encontrados, é necessário eliminá-los para que o lote seja liberado. Esse é justamente o caso dessa situação”

Descarte ideal


Ambos os especialistas alertaram sobre a importância do Bactéria encontrada em fábrica da Ypê acende alerta; especialistas explicam riscosdescarte ideal dos produtos. “Os itens devem ser descartado de forma correta pela indústria, então é necessário que haja algum recolhimento, para que não haja uma maior contaminação do meio ambiente”, reforça Samara.

“Essa bactéria é conhecida por estar associada à contaminação hospitalar por bactérias superresistentes. Isso significa que, em alguns casos, antibióticos tradicionais podem não ser eficazes no tratamento dos pacientes. Não sabemos se a bactéria encontrada nesses produtos apresenta esse perfil de resistência. No entanto, para evitar qualquer risco, é importante seguir a recomendação dos órgãos reguladores e entrar em contato com o SAC da empresa para receber a orientação correta sobre o descarte”, conclui o professor de farmácia.



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