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Atletas baianos estreiam em torneio de tênis em cadeira de rodas

A Bahia terá representantes pela primeira vez na Copa das Federações de Tênis em Cadeira de Rodas (TCR). Os jovens Samuel Lucena, de 14 anos, e Jonas Gustavo Santos, de 16, vão defender o estado na competição nacional, disputada entre os dias 23 e 26 de outubro, em São Paulo. A participação foi viabilizada após a doação de cadeiras adaptadas pela Confederação Brasileira de Tênis (CBT).

A iniciativa marca o início de um projeto para fortalecer a modalidade no estado, com apoio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), da Federação Bahiana de Tênis (FBT) e do Centro de Referência Paralímpico da Bahia.

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Os equipamentos foram entregues aos atletas no dia 9 de outubro, no Complexo Tenístico da Boca do Rio, em Salvador. Com as cadeiras adequadas, os jovens terão melhores condições de treinamento e preparação para o torneio.

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Samuel, que já praticava badminton e tênis em cadeira de rodas no Centro de Referência Paralímpico, destacou a importância da conquista.

“É uma felicidade conseguir uma cadeira para ter um melhor treino, melhorar minhas habilidades e participar de um campeonato. Ter a chance dessa conquista é algo para história”, afirmou o atleta, que também treinou pela primeira vez em uma quadra oficial de tênis durante a preparação.

Para Cidclea Lucena, mãe de Samuel, o esporte contribuiu para o desenvolvimento pessoal do filho, especialmente na comunicação e na interação social.

“Desde que ele começou no esporte, está bem desenrolado, bem mais comunicativo, interagindo e muito comprometido com o esporte também”, relatou.

Bahia estreia na semifinal

Os baianos vão disputar a categoria júnior, destinada a atletas com menos de 18 anos. A equipe avançou diretamente à semifinal por sorteio e enfrentará Minas Gerais no sábado (24).

As partidas serão realizadas no Centro Paralímpico Brasileiro (CPB), em São Paulo. Cada confronto terá uma partida de simples por atleta e, em caso de empate, uma disputa de duplas para definir o classificado.

As passagens aéreas dos atletas, de seus responsáveis e da capitã da equipe foram viabilizadas pela CBT, pela Sudesb e pela FBT, respectivamente.

Projeto busca ampliar participação

A participação na Copa das Federações é o primeiro passo para ampliar a prática do tênis em cadeira de rodas na Bahia. A proposta das instituições envolvidas é atrair novos atletas, oferecer suporte técnico e criar um calendário de competições no estado.

A Sudesb prevê apoio ao transporte dos esportistas para torneios e à realização de festivais e campeonatos. O Centro de Referência Paralímpico atuará na formação dos atletas e no suporte técnico, enquanto a FBT ficará responsável pela articulação de espaços de treinamento e pela organização de eventos.

Segundo o presidente da FBT, Gian Biglia, a iniciativa retoma um projeto desenvolvido entre 2008 e 2013, que não teve continuidade.

“Estamos muito animados com o retorno do fomento ao tênis em cadeira de rodas na Bahia. Foi iniciado um projeto fantástico entre 2008 e 2013, que não teve o prosseguimento que queríamos na época. Mas, agora, com a parceria do Governo do Estado, a Sudesb, o Centro de Referência e a Orla Brasil, largamos muito mais amparados para o fortalecimento da modalidade”, afirmou.

Jovens sonham com carreira no esporte

Além da participação inédita na competição nacional, os atletas veem no tênis em cadeira de rodas uma oportunidade de construir uma carreira. Jonas, de 16 anos, sonha em se profissionalizar.

“Sonho em me profissionalizar, levar o esporte para minha vida e tê-la através do esporte”, declarou.

A mãe do jovem, Luciana Santos, ressaltou a importância da cadeira adaptada para a continuidade da trajetória esportiva do filho.

“É algo muito gratificante, porque uma cadeira esportiva hoje é algo completamente fora da nossa realidade financeira. Então, receber e ver meu filho poder dar continuidade no esporte é algo muito importante”, disse.

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A expectativa da Sudesb é que a modalidade passe a contar com um calendário anual na Bahia, favorecendo a entrada de novos praticantes e a criação de rankings estaduais. A estrutura também poderá ampliar as oportunidades de acesso dos atletas a bolsas e programas de incentivo esportivo.



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