O irmão de Leonardo Gil Lima, Grazi Lessa, afirmou que o trabalhador era uma pessoa dedicada à família e sempre buscou melhorar de vida. Leonardo foi morto na noite de quinta-feira, 23, durante uma ação policial no bairro de São Cristóvão, em Salvador.
Em entrevista ao portal A TARDE, Grazi informou que Leonardo estava chegando do trabalho quando ocorreu a ação policial na comunidade. Ele relatou que havia faltado energia elétrica na região e afirmou que o familiar foi morto durante a abordagem.
“Meu irmãozinho tava chegando do trabalho a polícia invadiu entrou na rua chegou no beco e atirou no meu irmão por trás”.
“Vivia para a família”
Grazi contou que Leonardo era o caçula da família e descreveu o trabalhador como um homem batalhador desde a infância.
“Meu irmãozinho desde pequeno foi um menino do bem. Sempre correria. Vivia para a família”, relatou.
Segundo o familiar, Leonardo tinha dois filhos: uma menina de 9 anos e um menino de 4 anos. Ele contou ainda que o irmão havia realizado recentemente um sonho: abrir a própria lanchonete.
Antes de conquistar o espaço, Leonardo vendia lanches pelas ruas utilizando uma bicicleta. De acordo com o irmão, ele conseguiu estruturar o negócio com muito esforço e inaugurou a lanchonete no último sábado, 19.
“Comemou com a bicicleta depois ele conseguiu uma moto e depois de um certo tempo ele realizou o sonho da lanchonete”.
Veja vídeo:
O que diz a PM
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A Polícia Militar informou que equipes da 49ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) realizavam patrulhamento no bairro quando identificaram disparos de arma de fogo em uma área com registros de conflitos entre grupos criminosos.
A corporação afirmou que um homem foi localizado ferido por disparos e socorrido ao Hospital Geral Menandro de Farias, onde o óbito foi constatado. A PM informou ainda que os policiais envolvidos utilizavam câmeras corporais e que o material será encaminhado para as investigações.
Protestos e ônibus queimado
Após a morte, moradores realizaram protestos em São Cristóvão, com bloqueio de vias e incêndio de um ônibus. A Polícia Militar afastou os agentes envolvidos na ocorrência e instaurou procedimento administrativo para apurar a atuação policial.