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Analista aponta tendência de vitória de Jerônimo no 1º turno

O crescimento de Jerônimo Rodrigues nas pesquisas de intenção de voto aponta uma tendência real de definição da disputa ao governo da Bahia ainda no primeiro turno. A avaliação é do cientista político Cláudio André, que destaca a tração do candidato governista na reta final do pleito, impulsionada pela consolidação de alianças e pela transferência de votos no interior do estado.

Segundo Cláudio André, o desempenho de Jerônimo reflete a força da mobilização política nos municípios baianos e a capacidade de retenção do eleitorado alinhado ao projeto governista. Essa dinâmica, de acordo com o analista, encurta a margem da oposição e cria um cenário propício para que o governador alcance a maioria dos votos válidos sem a necessidade de um segundo turno.

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Eu acho que, pensando por essa lógica, é muito provável que a eleição seja decidida no primeiro turno Cláudio André

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Mesmo em crescimento, Jerônimo aparece empatado tecnicamente com o seu principal adversário, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União).

Conforme dois levantamentos divulgados nesta semana, o principal nome da oposição no estado tem, em média, uma vantagem de 3,1 pontos percentuais. Contudo, vale reforçar que, com as margens de erro das respectivas pesquisas, Jerônimo e Neto estão tecnicamente empatados.

“Em 2022, a tendência ponderada das pesquisas de primeiro turno fechou em 44,6% para ACM Neto e 34,6% para Jerônimo Rodrigues. Na urna, o resultado real do primeiro turno foi 40,8% e 49,45%. Para ACM Neto, a pesquisa superestimou o resultado em quase 4 pontos. Para Jerônimo, aconteceu o oposto e em escala bem maior: um descolamento de 14,8 pontos percentuais entre o que a régua projetava e o que a urna registrou”, avaliou o cientista político Cláudio André de Souza ao portal A TARDE.

Jerônimo teve um potencial de crescimento muito maior, comparando a tendência das pesquisas e o resultado final. Então, nesse aspecto, a gente já consegue ver que Jerônimo pontua na margem de erro, ali acima daquele resultado de 2022, e a ACM Neto aparece abaixo. Então, a grande pergunta dessas eleições — que vai depender da pesquisa da Atlas e de como a gente vai sentir nessa semana — é como vai ser esse potencial de crescimento, esse potencial de crescimento de Jerônimo e ACM Neto no final. Então, é algo a ser observado, comparando com a tendência moderada de 2022 Cláudio André de Souza – cientista político

AtlasIntel trouxe cenário de empate no início do mês, mas com margem de avanço

No início de setembro, a AtlasIntel, parceira do Grupo A TARDE, divulgou uma pesquisa que reforçava esse mesmo panorama. Em dois cenários analisados de 1º turno, a vantagem de ACM Neto, em média, era de 1,25 ponto percentual — um novo empate técnico entre os principais postulantes ao Palácio de Ondina.

Na próxima semana, mais exatamente na quarta-feira, 30, a AtlasIntel, em parceria com o Grupo A TARDE, vai divulgar uma nova pesquisa de intenção de voto ao governo do Estado.

Remontada de Jerônimo Rodrigues

Voltando quatro anos no tempo, em 2022, o quadro das pesquisas da AtlasIntel era parecido com a primeira deste ano. No primeiro levantamento, feito entre os dias 30 de julho e 4 de agosto, ACM Neto aparecia com uma vantagem sobre Jerônimo Rodrigues de 2,8%.

Contudo, os outros quatro levantamentos divulgados até antes do primeiro turno daquela eleição mostraram uma virada do petista sobre o ex-prefeito de Salvador, o que acabou se confirmando nas urnas — naquele pleito, porém, Jerônimo só não garantiu a eleição na primeira rodada por causa de menos de 50 mil votos. Ele teve 49,45% dos votos válidos contra 40,80% de ACM Neto.

Importância do eleitorado do interior e a ausência da 3ª via

Segundo Cláudio André, esse tipo de descolamento de um candidato não é uma exclusividade da Bahia, mas que necessita ser verificado até os dias que encerram a campanha.

“É um padrão que reaparece, com intensidade variável, em estados onde o eleitorado do interior e das camadas de menor renda se movimenta de forma mais tardia do que a metodologia presencial das pesquisas consegue captar até os últimos dias de campanha”, disse.

Outro ponto abordado pelo especialista que pode render a confirmação da eleição de Jerônimo já na primeira rodada é a ausência da chamada figura da terceira via. Se em 2022 essa pessoa esteve presente sob o nome de João Roma, atualmente ela não se faz presente.

“É claro, o que a gente talvez tenha que perceber é que, diferente de 2022, a gente não tem um terceiro colocado com muita intenção de voto. E naquela eleição a gente tinha essa figura de João Roma, cumprindo o papel ali da terceira via. Coisa que não temos agora. Ronaldo Mansur não aparenta ter condições de ter uma intenção de voto muito acima do que ele está apresentando”.

Fator Lula na eleição

Para o especialista, o que merece acompanhamento, até o dia 4 de outubro, data da votação em primeiro turno, é o mesmo fator que ajuda a explicar o descolamento de 2022: o peso de Lula, novamente candidato à Presidência, sobre a decisão do eleitorado baiano na reta final.

“Se esse movimento se repetir na mesma direção observada da última vez, tende a aparecer nas pesquisas mais tarde do que os próprios institutos conseguem antecipar”, afirmou.

Além disso, ele ressaltou que a presença do mandatário na próxima terça-feira, 29, em Feira de Santana (centro-norte da Bahia), tem o objetivo de gerar um impacto territorial não apenas no município, mas também nas cidades do entorno, onde Lula sagrou-se vencedor em 2022. A ideia também é reforçar o impacto do voto casado entre Lula e Jerônimo Rodrigues.

Acho que a principal questão que o PT tem buscado nesse momento, que deve priorizar ainda mais na reta final dos últimos dias, é provocar exatamente o diálogo político e eleitoral com o público lulista, com o eleitorado lulista da Bahia e das grandes cidades, das maiores cidades baianas. Eu penso que essa é a principal estratégia, de fato, tem potencial”, finalizou Cláudio André



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