• Home
  • Política
  • Abin paralela: Moraes rejeitou parecer da PGR ao determinar prisão de investigados

Abin paralela: Moraes rejeitou parecer da PGR ao determinar prisão de investigados

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) prendesse cinco suspeitos de espionagem ilegal durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), apesar de o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ter se manifestado contra as prisões.

O delegado Daniel Carvalho Brasil Nascimento pediu ao ministro que Mateus Sposito, Richards Dyer Pozzer, Rogério Beraldo de Almeida, Marcelo Araújo Bormevet e Giancarlo Gomes Rodrigues fossem presos preventivamente.

Ao se posicionar a respeito do pedido formulado pelo delegado, Gonet afirmou a Moraes que a Polícia Federal trouxe elementos sobre as condutas ilícitas dos cinco suspeitos e evidenciou a gravidade das condutas supostamente praticadas por eles.

O procurador-geral ponderou, no entanto, que, a despeito da indicação de elementos que apontam para condutas graves praticadas pelos suspeitos, não há fatos novos que justifiquem a ordem de prisão.

“No presente caso, não existem atividades ilícitas novas ou recentes, aptas a indicarem a permanência de riscos à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação penal”, afirmou.

“Transcorrido lapso considerável desde a data dos crimes investigados (2019/2022), não se verifica a indicação de fatos ou circunstâncias que apontem a ocorrência ou permanência de riscos que se pretende evitar com a prisão cautelar”, sustentou Gonet.

Para o procurador-geral, a proibição de deixar o país, a apreensão de passaportes e o uso de tornozeleira eletrônica pelos suspeitos garantiria a aplicação da lei penal e asseguraria o curso seguro das investigações.

Ao analisar o pedido do delegado e do procurador-geral, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que as razões detalhadas pela Polícia Federal merecem atenção, pois há, em sua avaliação, “reais possibilidades” de os investigados criarem obstáculos em relação à investigação.

“Como se vê, sobressai dos autos a gravidade diferenciada das práticas ilícitas em questão, do que decorre a necessidade da garantia da ordem pública e a necessidade de preservação da investigação criminal, notadamente em razão dos investigados poderem continuar obstruindo as investigações policiais, uma vez que eles possuem dados e variados contatos obtidos de forma ilícita durante as suas participações na referida estrutura espúria infiltrada na Abin”, disse Moraes.

O ministro apontou em sua decisão contradição do procurador-geral em seu parecer. Moraes afirmou que, apesar de Gonet ter sido contra a decretação das prisões, o próprio procurador-geral reconheceu a possibilidade de interferência ao se posicionar contra o compartilhamento das provas com a Corregedoria da Abin.

“O contexto delineado, portanto, revela a imprescindibilidade das prisões, haja vista que, se os investigados permanecerem em liberdade, podem dar continuidade às suas atividades criminosas”, diz Moraes. O ministro ressalta que os investigados possuem dados e contatos que podem ser utilizados para obstruir as investigações policiais.

“A gravidade das condutas atribuídas aos investigados, atentatórias de bens jurídicos de extrema relevância, o risco de reiteração criminosa, a necessidade de resguardar as investigações, somado a tudo o que já se expôs, revelam a necessidade da decretação da prisão preventiva”, diz Moraes.

VEJA MAIS

Corpo de jornalista esportivo é encontrado carbonizado em zona rural

O jornalista esportivo Luigi Esposito, conhecido como Luca, de 53 anos, foi encontrado morto neste…

Veja a fortuna que a Espanha faturou com o título da Copa do Mundo

A conquista da Copa do Mundo de 2026 rendeu à Espanha muito mais do que…

Cucurella vence segunda Copa do Mundo em um ano no mesmo estádio

Marc Cucurella voltou ao MetLife Stadium, em Nova Jersey, pouco mais de um ano depois,…