a história sombria no Centro de Salvador

Pouca gente imagina que locais por onde milhares de soteropolitanos transitam diariamente, como a Avenida Carlos Gomes, a Rua da Forca e a Praça da Piedade, guardam as marcas de um dos períodos mais marcantes da história da cidade. Durante o período colonial, esses movimentados endereços do Centro estavam ligados ao percurso percorrido por pessoas condenadas à execução.

A caminhada dos prisioneiros tinha início na antiga Casa da Câmara e Cadeia, que ficava localizada na Praça Municipal. Registros históricos indicam que o doloroso cortejo seguia pela antiga Rua de Baixo de São Bento, atual região da Rua Chile e da Avenida Carlos Gomes, até alcançar a Rua da Forca.

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O nome da via, inclusive, não surgiu por acaso. A região ficou marcada na memória urbana por estar associada ao local onde aconteciam as execuções. Pesquisadores apontam que a forca propriamente dita ficava em um ponto entre a atual Rua da Forca e a Praça da Piedade, embora não exista um consenso sobre a sua localização exata.

A Praça da Piedade, aliás, consolida-se como um importante espaço de memória para a capital baiana. O nome do logradouro faz referência à Igreja de Nossa Senhora da Piedade, remetendo a palavras como compaixão e misericórdia. O significado carrega um forte contraste histórico com o fato de a região ter sido palco de execuções públicas.

Imagem ilustrativa da imagem Caminho da Morte: a história sombria no Centro de Salvador

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Foi ali que, em 1799, os quatro líderes da Revolta dos Alfaiates foram executados. Hoje, a área abriga um monumento em homenagem a esses personagens: as quatro esculturas e os quatro portais representam Lucas Dantas, Luís Gonzaga das Virgens, João de Deus e Manuel Faustino, preservando a memória de um dos movimentos mais importantes da Bahia.

Para contextualizar esses acontecimentos históricos e explicar como os endereços permanecem conectados à memória de Salvador, a reportagem especial produzida pelo A TARDE Play conta com a participação do historiador Ricardo Carvalho. Na entrevista, ele ressalta o caráter punitivo do trajeto na época:

“Mostrar esse caminho era uma forma de aviso à população do que acontecia a quem ia contra a coroa”. O especialista também defende a importância de revisitar essas histórias para a compreensão do presente. “A gente só consegue evitar os grandes erros do passado olhando o que a gente fez”, reflete.

A produção percorre esses locais e apresenta imagens dos espaços históricos, reunindo a análise do especialista para ajudar o público a compreender como esse percurso ainda está presente na cidade.

Quer entender os detalhes desse roteiro histórico? Assista ao vídeo completo no canal do A TARDE Play e conheça os segredos por trás do caminho da morte.



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