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À espera da numeração, Matheus Cunha comenta sobre camisa 10 de Neymar: “Pouco importa”

Atacante da Seleção Brasileira minimiza debate sobre a tradicional camisa 10 e destaca a emoção do retorno do craque ao grupo para a Copa do Mundo

Enquanto a CBF se prepara para divulgar a numeração oficial da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo, uma das principais discussões nos bastidores envolve a camisa 10, que deve voltar a ser utilizada por Neymar. Nesta sexta-feira (29/5), durante entrevista na preparação da equipe para o Mundial, Matheus Cunha tratou o assunto com naturalidade e afirmou que o número estampado nas costas tem importância secundária diante do significado de representar o Brasil em uma Copa.

A tendência é que Neymar receba novamente a camisa mais emblemática da Seleção, decisão que atende a critérios de hierarquia interna e ao desejo do próprio grupo. Para Cunha, porém, o foco está longe da numeração.

Veja as fotos

Matheus CunhaReprodução/Instagram

Reprodução/Instagram

Matheus CunhaReprodução/Instagram

Reprodução/CBF

Matheus CunhaReprodução/CBF


“Eu acho que o assunto do número não é muito relevante para onde nós chegamos. Eu acho que é tão gratificante poder vestir essa camisa e realizar o nosso sonho”, afirmou o atacante.

Na sequência, o jogador do Manchester United ressaltou que a maior demonstração de importância veio da própria reação de Neymar ao retornar ao ambiente da Seleção após enfrentar problemas físicos nos últimos meses.

“Eu sempre fico batendo nessa tecla, mas é verdade. É muito sonho. E pouco importa o número que você está usando. A gente viu a reação dele por voltar. Alguém tão grande demonstrar todo esse orgulho de estar de volta”, declarou.

Cunha ainda reforçou que a simbologia da Copa do Mundo supera qualquer discussão relacionada à numeração dos atletas. “Acho que a questão de número fica completamente fora do nosso alcance. O número que a gente vê lá na camisa”, completou.

Além do tema envolvendo Neymar, o atacante também falou sobre sua própria função dentro da equipe comandada por Carlo Ancelotti. Durante parte do ciclo mundialista, Cunha foi apontado como possível referência ofensiva da Seleção, mas chega ao torneio atuando em uma faixa mais recuada e participativa na construção das jogadas.

Segundo o jogador, a adaptação à função que exerce atualmente o deixa mais confortável e confiante para desempenhar seu melhor futebol. “Eu acho que é gratificante você poder demonstrar e ser reconhecido pelo que, creio eu, é meu ponto mais forte, e ser julgado por isso. Então, chegar aqui agora na posição em que você está mais habituado a exercer durante o ano, sem dúvida nenhuma, te dá mais confiança, e te dá mais responsabilidade de estar numa função que você sente que está fazendo o melhor”, explicou.

Mesmo reconhecendo a preferência por atuar mais atrás do centroavante, Cunha garantiu estar pronto para desempenhar qualquer papel que lhe seja solicitado pela comissão técnica.

“Mas sem dúvida nenhuma, estando aqui, em um período que sempre sonhei participar, acho que do que ele (o técnico Carlo Ancelotti) precisar de mim, eu vou tentar exercer da melhor forma possível”, concluiu.

A numeração definitiva da Seleção para a Copa do Mundo deve ser anunciada nos próximos dias. Os números utilizados no amistoso diante do Panamá, no domingo (31/5), no Maracanã, serão os mesmos levados para a competição.

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