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Ministro da Secom nega que evento teve como foco baixa popularidade de Lula

Mesmo com o alto índice de rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), revelado em pesquisas de opinião (leia abaixo), o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Sidônio Palmeira, negou que o evento para divulgar ações do governo realizado nesta quinta-feira (2), em Brasília, tenha tido como foco aumentar a popularidade do governo.

“Esse evento não tem nada a ver com popularidade do presidente da República. Esse evento é uma prestação de contas do governo federal. Isso é o mais importante. Aí tem o aspecto se tem popularidade disso ou não é uma questão mais política”, disse.

Perguntado sobre quem seria responsável pela desaprovação do governo petista, Sidônio pontuou que todas as alas do governo têm uma parcela de culpa.

“Eu acho que impopularidade tem responsabilidade: todos os ministros, todas as áreas da área política, gestão, comunicação, todo mundo. E que isso já vem de algum período ou de agora. Isso não tem absolutamente nenhum problema”, afirmou.

Sidônio defendeu que o governo “fez muito” durante dois anos e que nem pensa em campanha eleitoral. “Eu como ministro não penso em campanha política. Penso no governo”.

Com o mote “O Brasil Dando a Volta Por Cima”, a Secom realizou um evento que reuniu ministros, parlamentares e representantes da sociedade civil.

O diagnóstico feito pelo governo é de que o slogan adotado na primeira metade do governo – baseado no lema “União e Reconstrução” – sugere que problemas herdados pela atual gestão ficaram no passado.

Há neste momento o desejo de mostrar à população que Lula assumiu em um cenário adverso, mas avançou na direção de uma solução.

Baixa popularidade

O trabalho realizado pelo governo do presidente Lula é desaprovado por mais da metade dos brasileiros, de acordo com a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (2).

O levantamento mostra que 56% desaprovam a terceira administração do petista, enquanto 41% aprovam. Não sabem ou não responderam são 3%.

Outra pesquisa divulgada um dia antes, da AtlasIntel/Bloomberg, revelou que o índice de desaprovação alcançou 53,6%. A aprovação é de 44,9%, e aqueles que não souberam responder são 1,5%.

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