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Petróleo fecha em queda, apesar de impulso do câmbio e perspectivas de sanções

Os contratos futuros de petróleo perderam o ímpeto de mais cedo e fecharam em queda nesta segunda-feira (6) após terem tocado o maior valor desde abril do ano passado, apoiados por um dólar enfraquecido e pelas expectativas de sanções mais rigorosas contra a Rússia e o Irã.

Os preços também foram impulsionados pelas perspectivas de uma demanda mais forte de combustíveis devido às previsões meteorológicas mais frias.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para fevereiro fechou em queda de 0,54% (US$ 0,40), a US$ 73,56 o barril, enquanto o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), recuou 0,27% (US$ 0,21), a US$ 76,30 o barril.

Segundo a Reuters, a administração do presidente Joe Biden prepara um pacote substancial de sanções contra a Rússia, com foco em petroleiros que transportam petróleo vendido acima do limite de US$ 60 por barril imposto pelo Ocidente.

As medidas devem atingir empresas russas de petróleo, traders, seguradoras e mais de 100 embarcações, com o objetivo de reduzir a receita de Moscou na guerra contra a Ucrânia.

As autoridades norte-americanas já informaram a Índia sobre as novas sanções, enquanto o futuro dessas políticas sob o próximo governo de Donald Trump permanece incerto.

Enquanto isso, o principal exportador de petróleo, a Saudi Aramco, aumentou nesta segunda-feira os preços de venda para os compradores de petróleo na Ásia pela primeira vez em três meses – um movimento que normalmente sinaliza expectativas de demanda mais firmes.

“O petróleo bruto teve um forte aumento na semana passada, afirmam analistas da Saxo em nota. “No entanto, a vantagem parece limitada devido às incertezas da demanda e à elevada capacidade ociosa da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+)”, ponderam.

Ainda no noticiário, Biden decidiu proibir novas perfurações de petróleo e gás offshore na maioria das águas costeiras dos EUA, um esforço de última hora para bloquear uma possível ação do novo governo de Trump para expandir a perfuração offshore.

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