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“Estou com um alvo na cabeça”: suspeito de delivery de drogas expõe divergências sobre abordagem policial em Salvador

O jovem Kodara Bertolini Barreto utilizou as redes sociais para denunciar uma ação da Polícia Militar, que resultou em sua condução à delegacia, em Salvador. No relato, ele afirma temer pela própria segurança e apresenta uma versão diferente daquela divulgada pelas autoridades sobre a ocorrência no Alto da Ondina.

O episódio ganhou duas narrativas distintas. Enquanto a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que o homem foi abordado durante uma ronda policial nas proximidades de uma motocicleta, Kodara sustenta que estava dentro de casa quando os agentes chegaram. Ele também afirma que os policiais entraram no imóvel sem apresentar mandado judicial.

“Postando esse vídeo, eu sei que estou com um alvo na cabeça. Mas eu já estava com ele de qualquer jeito. Então, esse vídeo também é para me proteger”, declarou.

Suspeita envolve entregas de drogas em bairros nobres

A ocorrência foi registrada por volta de 1h, do dia 2 de outubro, na região do Alto da Ondina. Segundo a versão apresentada pela SSP-BA, policiais da Rondesp Atlântico encontraram com Kodara porções de maconha, haxixe e uma substância chamada “wolf”, além de balanças de precisão, celulares e embalagens.

Ainda conforme a polícia, o homem teria indicado que havia mais entorpecentes na residência e relatado um esquema de entregas sob encomenda, descrito como “delivery de playboy”. Os pedidos seriam feitos pelo WhatsApp, com distribuição nos bairros da Barra, Ondina, Vitória e Graça.

A SSP-BA informou que a entrada na residência ocorreu com autorização dos ocupantes e que os agentes encontraram outros materiais associados à suspeita de comercialização de drogas.

Relato do homem questiona entrada na residência

No vídeo, Kodara contesta a descrição da abordagem e afirma que não estava na rua, próximo a uma motocicleta, como consta no relato policial, mas sim dormindo em casa. Ele também diz ter sido ameaçado e coagido durante a ação.

A divergência central está nas circunstâncias da chegada dos agentes e no acesso ao imóvel: a polícia afirma que houve autorização para a entrada, enquanto Kodara sustenta que os policiais entraram sem apresentar mandado judicial. Kodara mostra imagens de câmeras de segurança, que mostram a entrada dos policiais em sua residência.

Após a ocorrência, ele afirma ter sido levado à delegacia, prestado depoimento e liberado. A SSP-BA informou que o homem foi encaminhado à Central de Flagrantes junto com os materiais apreendidos, mas as informações disponíveis não esclarecem oficialmente as condições da liberação nem eventuais medidas posteriores.



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