A deputada federal mais bem votada do país, Erika Hilton (PSOL-SP) comentou sobre a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim na escala de trabalho 6×1 e ironizou a mudança de voto do candidato a Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) sobre a pauta. A parlamentar cumpre agenda em Salvador nesta quarta-feira, 21, para o evento “Samba da Democracia”, que acontece na sede do PT, no Rio Vermelho.
Em coletiva de imprensa, a deputada reeleita avaliou que o voto de Flávio favorável à mudança do regime trabalhista se trata de uma “manobra eleitoreira”. Durante a entrevista, Erika também destacou que a bancada do Partido Liberal (PL) chegou a articular uma proposta alternativa ao fim da escala 6×1.
“Mesmo com tentativas do PL e de aliados do Flávio Bolsonaro para enterrar a matéria, aprovamos com placar recorde na Câmara e no Senado. A mudança de posicionamento de Flávio Bolsonaro é conversa para enganar ingênuos; trata-se de uma manobra eleitoreira de quem defende a PEC das horas trabalhadas e quer revogar direitos dos trabalhadores. Mas qualquer pessoa com acesso à internet pode pesquisar o histórico de votações e posições dele sobre a escala 6×1”, declarou a parlamentar.
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Mobilização voluntária
Erika Hilton também celebrou a realização de atos em prol da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). À imprensa, a deputada destacou, principalmente, a mobilização da juventude nas redes sociais e pediu a continuidade das ações até o dia 25 de outubro, quando será realizado o segundo turno das eleições
“A juventude tem dado um show, estando engajada, participativa, puxando atos e hashtags, e comprometida com o processo político eleitoral como não víamos há muito tempo, pois sabe que essas são as eleições do futuro. Eles têm medo do amanhã caso não tenhamos um projeto democrático e plural que respeite a juventude, a arte e a cultura.
Não se trata de amar ou de gostar, trata-se de entender que esse é o Brasil possível e melhor para nós, o Brasil que vai nos defender, que não vai permitir virar um quintal dos Estados Unidos e que vai enfrentar as milícias, o ódio e a violência contra as mulheres Erika Hilton
Desejo de ser presidente
Questionada sobre a possibilidade de se lançar à Presidência da República no futuro, Erika Hilton desviou do tema e declarou que ainda não pensa sobre o tema. A deputada também relembrou a situação da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), a única mulher que chegou ao posto, que sofreu impeachment em 2016.
“Eu não pensei sobre isso ainda, nem tenho idade para ser candidata à presidenta do Brasil. Quando penso no que foi o processo com a presidenta Dilma, fico pensando no que seria de mim. O Brasil é o país que mata mulheres como eu com crueldade e nega escolaridade, família, trabalho e afeto. […] Quando vejo as pessoas gritarem voluntariamente ‘presidenta’, o mais importante não é se eu serei, mas devolver o sonho e a esperança para as pessoas”, comentou a deputada.