O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia aproveitar a atual composição do Senado para indicar, ainda em 2026, um novo ministro para o Supremo Tribunal Federal (STF). A possibilidade é que a escolha ocorra depois do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro.
Antes de definir o nome, Lula deve conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A avaliação no Palácio do Planalto é de que a articulação com o comando da Casa será importante para medir as condições de aprovação da indicação.
A estratégia considerada pelo presidente leva em conta a mudança na composição do Senado a partir de 2027. Segundo dirigentes petistas, a intenção seria tentar concluir a indicação antes que os novos parlamentares assumam e alterem a correlação de forças na Casa.
Nesse cenário, integrantes do PT defendem que o escolhido tenha um perfil mais próximo do centro e consiga reunir apoio amplo entre os partidos do chamado centrão. Essa avaliação reduz as chances de uma nova tentativa com Jorge Messias, cujo nome já foi rejeitado pelo Senado em abril.
Entre os nomes citados por integrantes do governo estão os ex-senadores Rodrigo Pacheco e Simone Tebet, ambos do PSB. Outra possibilidade mencionada é a do desembargador Ricardo Couto, atual governador do Rio de Janeiro, que já havia aparecido nas discussões sobre a vaga do Supremo.