O candidato à Presidência da República pelo Partido Missão, Renan Santos, voltou a falar nesta segunda-feira (28) sobre a declaração feita durante seu ato de campanha em Salvador e afirmou que, caso seja eleito, pretende promover uma ação contra integrantes de facções criminosas nas comunidades citadas pelo presidente estadual da legenda, David Pirajá.
A nova manifestação foi publicada em vídeo nas redes sociais. Ao lado de Pirajá e da candidata Quécia Reis, Renan afirmou que assumiria pessoalmente a declaração e usou novamente o termo “chacina” para se referir à ação contra integrantes do crime organizado.
“Nós, ganhando a eleição, eu me torno presidente da República, eu farei, não é ele falando mais, não é a Quécia, sou eu. Nós faremos uma chacina nesses bairros. Com quem? Com os membros das facções criminosas”, declarou.
Candidato fala em confronto e prisão
Na sequência, Renan afirmou que integrantes de organizações criminosas que se entregarem deverão responder judicialmente pelos crimes cometidos. Ademais, ele defendeu o fim da progressão de regime para esses casos e disse que os condenados poderiam permanecer décadas presos.
“Se eles se entregar, eles vão ser julgados pelos crimes que eles foram, que eles cometeram ao longo da vida e vão passar 40, 50 anos na cadeia”, afirmou.
O candidato também disse que policiais deveriam reagir caso integrantes de facções utilizassem armas durante uma operação. “Mas assim, se eles puxarem uma arminha, se der, ah, policial, eu ‘pá, pá, pá, pá, pá’. Aí acabou”, declarou.
A fala ocorre um dia depois de David Pirajá defender, durante o ato de campanha de Renan em Salvador, uma “chacina” no Bairro da Paz e no Planeta dos Macacos, em São Cristóvão. O dirigente chegou a falar em “banho de sangue” contra integrantes do Comando Vermelho.
Renan cita violência em comunidades
Ao justificar o posicionamento, Renan afirmou que moradores das regiões afetadas pelo crime organizado vivem sob restrições e ameaças. Entre os exemplos mencionados pelo candidato estão a proibição de determinadas roupas e símbolos, cobranças de comerciantes e a existência de tribunais do crime.
“As pessoas que moram nas nossas comunidades vivem uma vida opressiva”, afirmou Renan, que também mencionou relatos de violência contra mulheres e controle de atividades cotidianas.