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Renan Santos responde ex-MBL e afirma que “feminista” queria matá-lo por negar sexo

O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, reagiu às declarações atribuídas à ex-integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) Glenda Varotto, conhecida nas redes sociais como Espectro Cinza, e afirmou que o conteúdo divulgado revela uma articulação para atingir sua reputação e criar condições para que ele fosse morto.

A manifestação ocorreu após a divulgação de áudios em que Glenda, que chegou a ser anunciada como pré-candidata a deputada federal pelo grupo, aparece falando sobre a possibilidade de assassinar o presidenciável. Conforme apurações, Renan apresentou uma notícia-crime contra ela à Polícia Federal de São Paulo em 27 de agosto. O procedimento tramita sob sigilo.

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Em vídeo publicado nas redes sociais, Renan classificou o episódio como uma reação à rejeição de uma tentativa de aproximação pessoal feita por Glenda.

Imagem ilustrativa da imagem Renan Santos responde ex-MBL e afirma que “feminista” queria matá-lo por negar sexo
Foto: Reprodução / Redes Sociais

“Uma feminista maluca quer me matar porque eu não fiz sexo com ela. Presta muita atenção.”

Na sequência, o candidato afirmou que a ex-integrante do MBL teria tentado construir acusações contra ele depois de não ter sido correspondida.

“Uma feminista maluca. Chegou a ser parte do MBL porque a gente quis ser bacana, ser aberta a ideias diferentes. Ela dizia que era conciliacionista. Ela quis sair comigo. Quis ter um romance comigo. Eu não quis. Quis respeitar a posição institucional dela. E, por conta disso, ela tentou me matar. Veja, meus amigos, essa história é bizarra e é o tema do tipo. Como você vê na matéria do Metrópoles, já vazaram inúmeros áudios dessa moça, a Glenda Varotto, Espectro Cinza, em que ela afirma claramente que pretende arruinar minha vida. Mentir e inventar casos. Pra destruir minha reputação. Querer inventar casos, sei lá, com mulheres. Inventar que eu sou nazista. Tudo porque ela tinha uma vingança. E a vingança envolvia o fato de ela ter sido rejeitada por mim.”

Renan cita ex-integrantes do MBL

Na publicação, o presidenciável também relacionou o episódio a outros antigos integrantes do MBL que romperam com o movimento. Renan mencionou nominalmente o youtuber Nando Moura e os ex-integrantes Costenaro e Ben Pontes.

“Os áudios e vídeos trazem luz pra uma trama que envolve ela. Uma série de infiltrados ligados ao youtuber Nando Moura. Ex-MBLs como Costenaro, Ben Pontes, uma gente que em comum tem graves problemas psíquicos. Gente precisa de tratamento, de terapia, gente que precisa de ajuda. E uma gente má e perversa que vive de gerar ódio contra a gente simplesmente porque não tiveram a fé da nossa parte. Em comum, todas essas pessoas, elas se ressentem que eu não dava pra elas o carinho que elas achavam que elas mereciam. Todas elas buscavam em mim um reconhecimento. E, como eu não dei o reconhecimento porque elas não tinham ou talento ou qualidade moral pra isso, elas se rebelam contra o MBL e se rebelam contra mim.”

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Ainda segundo Renan, as acusações de nazismo seriam utilizadas como parte da estratégia para atingir sua imagem pública.

“E aí eu viro necessariamente um mal, um abusador, um nazista. São sempre os ataques mais toscos, mas nunca têm provas de nada. São acusações e tentativas de forjar ataques. No caso dela, e haverá mais materiais nos próximos dias que vão corroborar o que eu tô falando, a tentativa era de me tachar de nazista, criar a ideia de que eu sou um monstro sem nenhuma prova pra isso, e assim tentar obter um louco que viesse a me assassinar. Os áudios vazados mostram que a própria Espectro tentou fazer isso, e que ela achava que não ficaria na cadeia por muito tempo por ser branca e mulher.”

O que dizem os áudios

De acordo com o material divulgado, as gravações foram produzidas ao longo de meses e incluem conversas de Glenda com pessoas próximas. Em diferentes momentos, ela teria mencionado a intenção de prejudicar Renan, além de discutir maneiras de associá-lo ao nazismo.

A reportagem também relata que Glenda teria conversado com outros ex-integrantes do MBL sobre formas de atingir o candidato. O conteúdo inclui ainda menções ao youtuber Nando Moura e a outros nomes que romperam com o movimento.

Glenda, por sua vez, nega que tivesse intenção real de matar Renan. À reportagem, ela afirmou que as falas foram desabafos feitos em meio ao conflito com o antigo grupo e que foram ditas “da boca para fora”. Ela também acusa integrantes do MBL de promoverem uma campanha para destruir sua reputação.

Notícia-crime

A defesa de Renan protocolou a notícia-crime contra Glenda na Polícia Federal em São Paulo em 27 de agosto. O pedido solicita a abertura de investigação, perícia do material apresentado e depoimentos dos envolvidos. Segundo o Metrópoles, o caso tramita sob sigilo.

No vídeo publicado após a divulgação dos áudios, Renan afirmou que novos conteúdos ainda deverão ser apresentados.

“Tem muito mais coisa para sair, esse é só meu primeiro vídeo sobre esse tema. Agradeço a todos vocês e a Deus por estarem de olho nisso e às autoridades policiais por estarem.”

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