O Teatro Castro Alves (TCA) realizou, nesta quinta, 3, e sexta-feira, 4, testes para avaliar a acústica da Sala Principal após a reabertura do espaço, em julho deste ano.
O procedimento, chamado de “escuta sensível”, contou com consultores especializados em acústica e a participação da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA).
A atividade ocorre durante o primeiro concerto da orquestra no espaço desde a retomada das atividades. Enquanto os músicos executam o repertório, os profissionais responsáveis pelo projeto analisam a forma como o som se distribui pela plateia.
Como funciona a “escuta sensível”
O procedimento é realizado por meio da colaboração entre a equipe responsável pelo projeto acústico e a orquestra. Durante a apresentação, os consultores em acústica avaliam a chegada do som ao público e verificam se há necessidade de ajustes.
A análise pode indicar mudanças na distribuição dos instrumentos ou na disposição de equipamentos e aparatos cenotécnicos. O objetivo é garantir que a configuração da sala proporcione a melhor experiência sonora possível para quem acompanha os espetáculos.
A avaliação também permite observar o comportamento acústico do espaço em uma situação real de apresentação, com a participação de uma formação orquestral.
Projeto acústico faz parte do Novo TCA
O projeto de acústica e arquitetura da 3ª Etapa do Novo TCA é assinado pelo arquiteto José Augusto Nepomuceno, responsável pelo desenvolvimento da solução acústica da Sala Principal.
Nepomuceno está disponível para conceder entrevistas e explicar o processo de avaliação da acústica, os critérios utilizados durante a “escuta sensível” e os possíveis ajustes identificados durante os testes.
A participação da OSBA integra o processo de verificação do espaço após a reabertura do Teatro Castro Alves, permitindo que a acústica seja analisada a partir da experiência de uma orquestra durante uma apresentação.