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Professores de Salvador participam de formação sobre leitura e escrita

O uso do jornal como ferramenta pedagógica para aproximar os estudantes da leitura, da escrita e da interpretação da realidade foi tema de uma série de formações continuadas promovida pelo projeto Jornal na Escola, do A TARDE Educação, do Grupo A TARDE, para professores da rede municipal de Salvador. Os encontros foram realizados nos dias 10, 12 e 14 de agosto, no Centro de Formação de Professores Emília Ferreiro.

Voltada a professores P2 que atuam nos anos iniciais do Ensino Fundamental e na Regularização de Fluxo – IAS, a programação foi organizada em três minicursos: “Leitura de imagens”, realizado no dia 10; “Alfabetização e letramento com jornal”, no dia 12; e “Prática de produção e interpretação da notícia”, no dia 14.

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A proposta parte do jornal como recurso para trabalhar conteúdos escolares a partir de acontecimentos e situações próximas da realidade dos alunos. A utilização de textos jornalísticos pode contribuir não apenas para o desenvolvimento da leitura e da escrita, mas também para a capacidade de interpretar informações, formular opiniões e analisar criticamente o contexto em que estão inseridos.

Para a professora Carla Vitória Costa, pedagoga e professora P2 da Escola Municipal Professor Ítalo Gaudenzi, um dos desafios atuais para a formação de novos leitores está na relação dos estudantes com o ambiente digital. Segundo ela, o acesso rápido às informações pode dificultar o desenvolvimento da leitura crítica.

“Hoje, o aluno fica preso no celular. Então ele tem as informações mais fáceis. O conteúdo já vem pronto. Ele não se torna crítico, porque ele acha que não precisa mais pensar”, afirmou.

Na avaliação da professora, a leitura tem papel fundamental na formação cidadã. O contato com diferentes textos permite que o estudante amplie seu repertório e desenvolva condições para compreender e questionar a própria realidade.

“Se você não se torna um leitor, ainda por cima crítico, você não tem como criticar nem a sociedade que vive, o ambiente que está. Você não vai ser manipulado por informações de outros, porque você consegue analisar a sociedade”, disse Carla.

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  • 2 de 4A TARDE EDUCAÇÃO A TARDE Educação realiza formação em Salvador Repórter: Vitória Sacramento Na foto: Sara Aazevedo, Maria das Graças, Bianca da Cruz, Tereza Cristina, Lenice Sampaio, Adriano Souza - Professores da Rede Municipal de Salvador. FOTO: Ana Albuquerque / Ag. A TARDE Data 12/08/2026
    A TARDE EDUCAÇÃO A TARDE Educação realiza formação em Salvador Repórter: Vitória Sacramento Na foto: Sara Aazevedo, Maria das Graças, Bianca da Cruz, Tereza Cristina, Lenice Sampaio, Adriano Souza – Professores da Rede Municipal de Salvador. FOTO: Ana Albuquerque / Ag. A TARDE Data 12/08/2026 |
  • 3 de 4A TARDE EDUCAÇÃO A Tarde Educação Realiza formação em Salvador, Centro de Formação de Professores Emília Ferreiro , Costa Azul. Na foto: movimentação no evento com professores e participantes. Repórter Vitória Sacramento. Foto: José Simões/Ag A TARDE. Data:10/08/26
    A TARDE EDUCAÇÃO A Tarde Educação Realiza formação em Salvador, Centro de Formação de Professores Emília Ferreiro , Costa Azul. Na foto: movimentação no evento com professores e participantes. Repórter Vitória Sacramento. Foto: José Simões/Ag A TARDE. Data:10/08/26 |
  • 4 de 4A TARDE EDUCAÇÃO A Tarde Educação Realiza formação em Salvador. Centro de Formação de Professores Emília Ferreiro, Costa Azul. Na foto: movimentação e palestras para professores no auditório de Formação de Professores no Costa Azul. Repórter Vitória Sacramento. Foto: José Simões/Ag A TARDE. Data12/08/26.
    A TARDE EDUCAÇÃO A Tarde Educação Realiza formação em Salvador. Centro de Formação de Professores Emília Ferreiro, Costa Azul. Na foto: movimentação e palestras para professores no auditório de Formação de Professores no Costa Azul. Repórter Vitória Sacramento. Foto: José Simões/Ag A TARDE. Data12/08/26. |

Jornal como recurso pedagógico

A professora Rita de Cássia Santos, da Escola Municipal Agripiniano, onde leciona para turmas do 4º ano, também participou da formação. Em sala de aula, trabalha componentes como Língua Portuguesa, Matemática, Ciências e Educação Digital. Para ela, a aproximação dos estudantes com o jornal impresso pode ampliar as possibilidades de aprendizagem, especialmente entre crianças que têm pouco acesso a livros e outros materiais de leitura fora da escola.

“Na escola, o jornal deveria retornar para que a gente pudesse fazer um trabalho melhor, principalmente com as crianças que não têm acesso. Criança que não tem livros em casa, criança que os pais não estão habituados e não sabem esse contato com esse material específico”, afirmou.

Rita destaca ainda que o jornal pode ser utilizado em diferentes atividades pedagógicas, indo além da leitura das notícias. A partir de um mesmo conteúdo, o professor pode trabalhar interpretação, produção textual, ampliação de vocabulário e compreensão de acontecimentos do cotidiano.

A formação continuada também colocou em discussão a diferença e a relação entre alfabetização e letramento. Para Rita, o processo precisa estar conectado às experiências vividas pelos estudantes e resultar na capacidade de utilizar a leitura e a escrita em situações concretas.

“O letramento sempre vai remeter àquilo que você já aprendeu e tem aprendido diariamente. É no seu mundo, no mundo que você vive, nesse contexto que nós estamos vivendo agora. Eu posso conhecer, mas preciso registrar. Não só aqui na mente, mas tenho que registrar no papel”, afirmou.

A professora Cíntia Cristina Silva, que leciona para o 5º ano e também atua como pedagoga e psicopedagoga, destacou a importância de considerar as diferentes formas de aprendizagem dos estudantes no trabalho com leitura e escrita. Segundo ela, a formação também despertou a importância de retomar o contato dos alunos com o jornal impresso, em um contexto marcado pelo consumo de informações em meios digitais.

“Hoje a gente trabalha muito com a forma digital. Eu fiquei muito emocionada em estar aqui em contato direto com o jornal, depois de muito tempo. Estou achando muito importante essa formação que vocês estão trazendo para que nós possamos colocar em prática e resgatar essa memória, tanto a parte intelectual quanto a memória afetiva do contato com o jornal”, afirmou.

Ao aproximar o jornal do cotidiano escolar, o projeto busca transformar a leitura de notícias em uma prática de aprendizagem capaz de dialogar com diferentes realidades sociais.

A proposta considera que o acesso e a compreensão da informação são ferramentas importantes desde os primeiros anos de formação, contribuindo para que os estudantes avancem da decodificação das palavras para a compreensão e análise do mundo ao redor.



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