Em redes sociais como Facebook e X (antigo Twitter), têm circulado mensagens, desde o final de julho, afirmando que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai adotar um novo modelo de urna eletrônica nas eleições de 2026.
Conforme as postagens, a Corte, além de anunciar os novos modelos de equipamentos, afirmou que o código-fonte das máquinas passará por auditoria e que o pleito eleitoral de outubro contará com presença internacional.
A publicação ainda traz uma ilustração com uma imagem representando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques — que preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com um texto semelhante ao da legenda.
TSE nega possibilidade
O TSE, no entanto, não só negou a informação que vem circulando nas plataformas digitais, como afirmou que os modelos em uso no pleito deste ano serão aqueles já utilizados em eleições anteriores.
Ao todo, a Corte colocará à disposição 563.910 urnas eletrônicas para atender 158,7 milhões de eleitores aptos a votar nas eleições deste ano.
As quatro versões das urnas eletrônicas que estarão em uso na votação serão as seguintes:
- UE2022 (217.145 unidades);
- UE2020 (222.323 unidades);
- UE2015 (95.065 unidades);
- UE2013 (29.377 unidades).
“O design [das urnas] pode até ser diferente, mas os recursos são os mesmos em todas as versões do aparelho. A urna eletrônica só funciona com os programas e sistemas desenvolvidos pelo TSE. Após passarem pelo Teste Público de Segurança da Urna (TPS), os softwares são assinados digitalmente e lacrados em cerimônia pública realizada na sede do TSE, em Brasília”, informou o TSE ao g1.
Novas urnas só em 2028
Com relação a novas urnas eletrônicas, o tribunal informou haver um edital aberto para receber sugestões de empresas e fabricantes para desenvolver a UE2028, que será adquirida e utilizada a partir das eleições municipais de 2028.
“As urnas previstas para 2028 (modelo UE2028) substituirão os modelos UE2013 e UE2015, que terão completado seu ciclo de utilização. Trata-se de um processo periódico de renovação dos equipamentos, sem relação com qualquer risco específico”.