O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira, 10, uma ordem executiva com novas recomendações sobre vacinas, que propõe espaçar sua aplicação em crianças.
Pela proposta, as vacinas contra sarampo, caxumba e rubéola passariam a ser administradas em três doses.
A limitação da vacinação tem sido uma prioridade do secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., fundador de uma organização antivacina sem fins lucrativos e que há anos sustenta a existência de uma ligação – já desmentida – entre vacinas e autismo.
O governo federal não tem controle direto sobre diversas áreas abrangidas pela ordem executiva.
Uma minuta obtida pelo jornal The Washington Post indica que “se aconselha os estados e territórios a revisão” conforme recomendações do governo Trump sobre os “requisitos de imunização em contextos como matrícula e frequência escolar”.
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Especialistas são contra
Especialistas em saúde pública afirmam que o calendário de imunização foi elaborado com base em décadas de evidências que mostram que as vacinas podem proteger contra doenças graves e mortes e que o número e o momento das doses refletem necessidades específicas de saúde.
Os especialistas também alertam que espaçar as vacinas, como propõe Trump, pode aumentar o risco de uma criança contrair uma doença evitável por vacinação antes de retornar ao médico para receber outra dose.
As vacinas infantis, assim como as recomendações sobre quando e de que forma administrá-las em conjunto, passam por estudos rigorosos, e o monitoramento de segurança continua durante anos após o início de seu uso.