O partido Novo protocolou neste sábado (8), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um pedido para cassar o registro de candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e declarar a inelegibilidade dele e do vice-presidente Geraldo Alckmin.
A ação foi apresentada depois que Lula oficializou sua candidatura à reeleição junto à Justiça Eleitoral. O partido questiona um episódio ocorrido durante o Carnaval de 2026, quando a escola de samba Acadêmicos de Niterói, do Rio de Janeiro, levou à avenida um samba-enredo em homenagem ao presidente.
Na avaliação do Novo, o episódio teria configurado abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. A legenda sustenta que recursos públicos e estruturas do Estado teriam sido utilizados para promover a imagem de Lula em um período anterior ao início oficial da campanha eleitoral.
O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, classificou o episódio como um caso de abuso de poder econômico e defendeu a responsabilização dos envolvidos.
“Trata-se de um episódio emblemático de abuso de poder econômico, em que recursos e estrutura do Estado foram colocados a serviço da candidatura de Lula meses antes do início oficial da campanha, justamente em uma das nossas principais manifestações culturais. É inaceitável que fique por isso mesmo”, afirmou Ribeiro.
O pedido apresentado ao TSE se soma a uma representação que já está em andamento na Corte Eleitoral e a medidas relacionadas ao mesmo episódio no Tribunal de Contas da União (TCU).
A ação também solicita que a chapa formada por Lula e Alckmin seja atingida pelas medidas apresentadas pelo partido.