O Bahia acertou, nas últimas semanas, a saída de quatro jogadores das categorias de base sem receber valores imediatos pelas transferências. Em contrapartida, o Tricolor manteve percentuais dos direitos econômicos dos atletas para lucrar em negociações futuras.
Deixaram o clube o zagueiro Dodô, negociado com o Al-Ain, dos Emirados Árabes Unidos, o goleiro Arthur Jampa, que acertou com o Torreense, de Portugal, além dos atacantes Andrew, reforço do Flamengo, e Richarllyson, transferido para o Tondela, também de Portugal.
Bahia aposta em lucro com futuras negociações
Nos acordos, o Esquadrão preservou 30% dos direitos econômicos de Dodô, 50% dos de Arthur Jampa e também manteve participação nas futuras vendas de Andrew e Richarllyson.
Segundo o diretor executivo das categorias de base, Marcelo Teixeira, a estratégia considera o planejamento esportivo e o potencial de cada atleta. De acordo com o dirigente, quando o clube entende que o jogador não terá espaço no elenco principal, busca uma transferência que permita a continuidade do desenvolvimento do atleta, sem abrir mão de uma possível receita no futuro.
Modelo segue estratégia do Grupo City
Marcelo Teixeira afirmou que a decisão é baseada em avaliações técnicas e em alinhamento com o Grupo City. Entre os critérios analisados estão a projeção do jogador, a concorrência na posição e as chances reais de integração ao time profissional.
A estratégia já vem sendo utilizada pelo grupo em outros clubes e permite ao Bahia reduzir o número de atletas sem perspectiva de aproveitamento imediato. Desse modo, mantendo a possibilidade de retorno financeiro caso eles se valorizem ao longo da carreira.