O Partido Socialista Brasileiro (PSB) marcou oficialmente para a próxima quarta-feira, dia 29, em Brasília, a realização de sua convenção nacional. O ato político vai chancelar o nome do atual vice-presidente, Geraldo Alckmin, como companheiro de chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputará a reeleição no pleito de outubro.
O evento de confirmação deve contar com a presença de Lula e das principais lideranças dos partidos do campo de centro-esquerda.
Com a oficialização, a articulação governista reativa a dobradinha da campanha de 2022, quando o ex-metalúrgico recorreu a um quadro de histórica trajetória na centro-direita para liderar uma ampla frente política e derrotar Jair Bolsonaro.
Ao longo do mandato, Alckmin superou desconfianças iniciais de setores mais à esquerda do PT e construiu uma convivência fluida com o chefe do Executivo.
Leia Também:
Relação
Apesar de terem atuado em lados opostos da política nacional durante mais de duas décadas, ambos mantiveram uma relação pública sem divergências ostensivas.
Paralelamente à Vice-Presidência, Alckmin acumulou por mais de três anos o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No cargo, ganhou projeção ao liderar as complexas negociações diplomáticas e comerciais com o governo dos Estados Unidos, na sequência do impacto do “tarifaço” de 50% aplicado sobre produtos brasileiros em julho de 2025.
Sondagens
Apesar da sintonia com Lula, o posto de vice chegou a ser ventilado em conversas de bastidor entre o PT e legendas de centro, como o MDB, na tentativa de estender o arco de alianças da reeleição. As sondagens, contudo, não ultrapassaram as etapas preliminares.
A consolidação da chapa também superou fricções pontuais na montagem dos palanques estaduais. PT e PSB enfrentaram ruídos na definição de candidaturas em praças estratégicas como São Paulo, Pernambuco, Minas Gerais e Distrito Federal, onde quadros pesessobistas questionaram exigências impostas pela hegemonia petista.
A despeito dos atritos regionais, o PSB reafirma sua posição de fiador central da governabilidade. Para a campanha deste ano, a coligação de Lula deve agregar formalmente, além do PSB, a federação PT-PCdoB-PV, o PDT, o PSOL e legendas moderadas de menor porte.