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Flávio diz que Jair Bolsonaro foi “enterrado vivo”

Em um forte movimento de tensionamento entre o Legislativo e o Judiciário, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), gravou um pronunciamento em vídeo no qual eleva drasticamente o tom das críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Utilizando metáforas de forte apelo dramático, o parlamentar acusou o ministro Alexandre de Moraes de conduzir um processo de perseguição pessoal contra o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Tom elevado

No vídeo, Flávio classifica as recentes determinações da Suprema Corte como “ilegais, desproporcionais, covardes e cruéis”. Em uma das declarações mais contundentes do manifesto, o senador afirmou que o ex-mandatário foi “enterrado vivo, só com a cabeça para fora da terra, e está tomando chute na cara de Moraes”.

Suspeição e pleito de 2026

Para o pré-candidato do PL, as medidas restritivas aplicadas a Jair Bolsonaro possuem motivação estritamente política, motivadas pelo receio do retorno do bloco conservador ao poder Executivo.

“O medo de que Bolsonaro, ou um Bolsonaro, volte à presidência do Brasil, tirou completamente a condição de ser juiz”, sustentou o parlamentar, argumentando que as decisões desbordaram dos limites institucionais.

E emendou:

“Usar a força que o Estado lhe conferiu para satisfazer os devaneios pessoais não é justiça, é vingança. E não me pergunta vingança de que, porque eu não vou saber responder. A lei existe para impor limites à tirania, e a base da democracia é que a palavra final seja sempre do povo”, declarou Flávio.

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O senador também projetou o embate para o calendário eleitoral, afirmando que a atuação do ministro interferiu no equilíbrio das urnas no passado e que o cenário tende a se repetir. De acordo com ele, Alexandre de Moraes “desequilibrou as eleições de 2022 e tenta interferir de novo em 2026”.

Resiliência

Apesar do cerco jurídico que atinge o núcleo familiar e político da direita, Flávio Bolsonaro buscou sinalizar resiliência para a base de apoiadores, garantindo que as sanções não anulam a relevância política do ex-presidente.

“O Bolsonaro ainda existe, respira, bebe água, come, sorri, sofre, dorme, acorda do pesadelo, e esse pesadelo vai acabar. Isso não suprime os direitos de se comunicar, de ver os filhos ou de escolher o próprio advogado, mas não tem mal que dure para sempre”, ponderou.

Ao concluir o pronunciamento, o senador fez um apelo à opinião pública, classificando o atual arranjo institucional brasileiro como uma “falsa democracia”.

“Eu espero que mais esse triste capítulo abra os olhos de quem ainda não entendeu que um tirano não retrocede nos poderes que ele próprio se concebeu”, finalizou.



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