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EJA para idosos amplia acesso à educação em Alagoinhas

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) passou a ganhar um novo público em Alagoinhas, município localizado na região nordeste da Bahia. Uma iniciativa iniciada nesta terça-feira, 14, oferece aulas voltadas para pessoas idosas atendidas pelo Centro de Convivência da Pessoa Idosa (CCPI), ampliando o acesso à educação para quem não conseguiu concluir os estudos ao longo da vida.

A turma funciona no turno vespertino, dentro do próprio Centro de Convivência, em parceria com a Escola Municipal Professora Adalgisa Santos. A proposta busca atender idosos que enfrentavam dificuldades para frequentar as aulas noturnas, seja por questões de mobilidade, segurança ou rotina.

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Segundo a coordenadora municipal da EJA, Rita Rezende, a iniciativa amplia as possibilidades de acesso à educação. “A educação transforma vidas em qualquer idade. Levar a EJA para espaços alternativos, como o Centro de Convivência, significa criar oportunidades para que mais idosos retomem os estudos com conforto, acolhimento e dignidade”, afirmou.

Estudantes celebram a oportunidade de retomar os estudos em ambiente adaptado às suas necessidades
Estudantes celebram a oportunidade de retomar os estudos em ambiente adaptado às suas necessidades – Foto: Divulgação | Prefeitura de Alagoinhas

A experiência também representa uma alternativa para estudantes que interromperam a formação escolar décadas atrás. De acordo com a vice-diretora da Escola Municipal Professora Adalgisa Santos, Railda dos Santos, a criação da turma vespertina tem facilitado o retorno às salas de aula. “Sempre tivemos turmas de EJA no período noturno, mas essa experiência no turno vespertino foi um sucesso. Muitos idosos deixam de estudar à noite e agora encontraram uma oportunidade muito mais acessível”, destacou.

Entre os alunos está Estauislau dos Santos, de 76 anos, que teve o primeiro contato com a escola por meio do projeto. “A primeira vez que me abriram as portas para os estudos foi aqui no Centro de Convivência. Adoro as aulas e a professora é ótima. O meu maior desejo é aprender a escrever meu nome“, contou.

A estudante Maria de Jesus, de 69 anos, também comemora a oportunidade de voltar a estudar. Ainda na infância, precisou abandonar a escola para trabalhar e, anos depois, viu sua sugestão apresentada em uma escuta popular se transformar em realidade. “Eu sonhava em voltar a estudar. Pedi que as aulas fossem à tarde porque muitos idosos têm medo de sair à noite. Hoje estou muito feliz em ver esse sonho realizado”, celebrou.



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