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Voos, aluguel de carro e gasolina disparam em junho em Salvador

A inflação na região metropolitana de Salvador em junho ficou em 0,15%. É a terceira queda consecutiva registrada no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de acordo com divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, nesta sexta-feira, 10.

O IPCA da região metropolitana de Salvador acumula alta de 3,73% no primeiro semestre de 2026, enquanto no acumulado nos 12 meses encerrados em junho, o índice está em 4,53%; aumentou menos do que em maio, quando havia chegado a 4,67%, mostrando a primeira desaceleração em quatro meses.

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O aluguel de carros, a passagem aérea e a gasolina foram os itens vilões responsáveis por puxar a inflação do mês na região metropolitana. Ambas estão ligadas ao cenário de guerra no Oriente Médio que estabilizou o preço mundial do petróleo.

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Neste mês, a gasolina registrou a terceira alta do grupo de transporte, com 1,96%, que exerceu a principal pressão individual de alta no custo de vida da RM Salvador, em junho; pelas passagens aéreas, o registro foi de 12,29%, segundo maior aumento entre todos os itens; e pelo aluguel de veículo foi 17,23%, o maior aumento.

No primeiro semestre de 2026, os transportes teve a segunda maior alta acumulada de preços (4,79%), só abaixo de educação (5,68%), e o aumento mais significativo, para o período, em quatro anos, desde 2022 (quando foi a 10,44%).

Voar ficou mais caro

Com alta de 12,29% no IPCA de junho, o preço das viagens subiu em 11,2% em maio deste ano, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O aumento está ligado ao preço do querosene de aviação (QAV) que teve alta de 68,5% no período e elevou os preços.

Na Bahia, o preço do QAV em junho registrou uma queda de até 10,8% em comparação com o mês anterior, e coincide com as medidas do governo federal que tentaram frear o impacto da alta do preço do petróleo no setor.

No final de abril, o governo federal anunciou uma série de medidas emergenciais voltadas às companhias aéreas. Entre elas está uma linha de financiamento por meio do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) destinada à compra de combustível.

Gasolina registra quedas

Já a gasolina registrou alta de 1,96%, de acordo com os dados do IBGE. Apesar do aumento no grupo de Transportes, a inflação do combustível representa uma queda de 25% em comparação ao registrado no mesmo período do ano passado, que foi de 2,64%.

Em junho deste ano, a Acelen, empresa detentora da Refinaria de Mataripe, anunciou uma queda de quase 3% do preço de venda da gasolina para as distribuidoras da Bahia. No início do mês, o preço da tonelada do combustível estava sendo comercializado a até R$ 3.971,6000 e no final do mesmo mês, a gasolina estava a R$ 3.854,5000.

Alta na saúde e retração nos alimentos

O grupo saúde e cuidados pessoais (0,52%) teve o segundo maior aumento médio de preços, em junho, na RM Salvador, e também exerceu a segunda principal pressão de alta no custo de vida, no mês.

Foi puxado pelos medicamentos (produtos farmacêuticos, 1,05%), sobretudo aqueles contra hipertensão e colesterol alto (hipotensores e hipocolesterolêmicos, 2,18%). Os planos de saúde também sustentaram uma importante contribuição de alta, aumentando 0,36%.

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Com o maior peso na inflação para as famílias da Região Metropolitana de Salvador, alimentos e bebidas registrou sua primeira queda média de preços desde fevereiro (-0,58%), apresentando o recuo mais profundo ente os grupos e exercendo a principal influência no sentido de segurar o IPCA de junho.

Os alimentos que mais caíram em junho

  • Café moído (-4,80%)
  • Tomate (-8,69%)
  • Cebola (-12,26%)
  • Banana-prata (-10,08%) .

Ainda assim, 7 dos 10 produtos e serviços que mais aumentaram de preço em junho, na RMS, foram alimentos consumidos no próprio domicílio, liderados por

  • Feijão-carioca (6,70%)
  • Cenoura (6,60%)
  • Batata-inglesa (4,79%).

Além disso, a alimentação fora teve alta (0,44%). No primeiro semestre de 2026, a alimentação acumula um aumento de 4,61%.

Queda na habitação

As despesas de habitação também tiveram uma importante redução média de preços (-0,13%) em junho, na RMS, com forte influência da energia elétrica (-0,69%).

No primeiro semestre de 2026, dos nove grupos de produtos e serviços que forma o IPCA, apenas vestuário apresenta deflação acumulada (-0,28%), na RM Salvador.



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