O ex-deputado federal Chiquinho Brazão está entre os alvos de uma operação deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (9), no Rio de Janeiro, que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos destinados por meio de emendas parlamentares a organizações não governamentais.
Preso após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, Brazão é investigado por suspeitas envolvendo o repasse de verbas para entidades sem fins lucrativos.
Outro alvo da operação é Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, que já estava preso. A ação foi autorizada pelo STF, que determinou o bloqueio de cerca de R$ 100 milhões dos investigados, além do cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva.
De acordo com a investigação, parte dos recursos enviados por meio de emendas parlamentares teria sido desviada por meio de contratos firmados com empresas ligadas ao esquema. Os pagamentos por serviços supostamente prestados seriam utilizados para ocultar a movimentação financeira e dificultar o rastreamento dos valores.
A Polícia Federal também apura a possível participação de pessoas físicas, empresas e ONGs, com suspeitas de combinação entre empresas em processos de cotação, superfaturamento de contratos e serviços que não teriam sido realizados.
Os mandados têm como objetivo reunir provas, identificar outros envolvidos e aprofundar a análise do patrimônio dos investigados. Caso confirmadas as suspeitas, os envolvidos poderão responder por crimes como peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.