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Sem palanque, Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldade para avançar na Bahia

Em um momento em que a disputa pelo Palácio do Planalto começa a afunilar e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já montou o tabuleiro político com apoio definido a candidatos a governador nos nove estados do Nordeste, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrenta dificuldades para conquistar respaldo no principal reduto eleitoral do adversário.

O maior exemplo pode ser visto na Bahia, onde Lula conta com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), enquanto o principal candidato da oposição ao governo do Estado não pretende se alinhar ao projeto político de Flávio, mesmo tendo o PL na chapa majoritária.

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A ausência de um apoio formal de ACM Neto (União Brasil) à campanha de Flávio Bolsonaro ao Planalto tem gerado desgaste dentro do PL baiano.

Como reação, integrantes da legenda resistem à possibilidade de pedir votos para o ex-prefeito de Salvador, que optou por não apoiar Flávio e se aproximou politicamente do presidenciável Ronaldo Caiado (PSD).

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Caminhada solitária

Em conversa com o portal A TARDE, o deputado estadual Leandro de Jesus (PL), um dos principais nomes do bolsonarismo raiz na Bahia, minimizou a ausência de um palanque político formal para Flávio no estado.

Segundo ele, o PL já definiu que o principal palanque do senador é o próprio eleitorado baiano, algo que, de acordo com o parlamentar, vem sendo consolidado nas agendas realizadas pelo interior do estado.

“O maior palanque que a Bahia confere a Flávio Bolsonaro para ajudar ele a ser eleito como o próximo presidente da República é o povo. Flávio tem o palanque do povo baiano, ele existe”, afirmou.

Leandro acrescentou que, independentemente da posição de ACM Neto, o PL está “comprometido em tornar Flávio cada vez mais forte no Nordeste, especialmente na Bahia”. Como exemplo, citou a recente visita do senador à Bahia Farm Show, feira do agronegócio realizada em Luís Eduardo Magalhães.

“Em Luís Eduardo Magalhães, ele foi recepcionado por uma multidão. Estamos rodando por todo o estado preparando essa caminhada”, reforçou o deputado.

Até onde o PL vai aguentar

O PL integra a chapa majoritária da oposição ao governo da Bahia, com o presidente estadual da sigla, João Roma, como pré-candidato ao Senado.

A presença do partido na aliança, somada à falta de apoio de ACM Neto a Flávio Bolsonaro, tem ampliado o desconforto interno.

Isso porque o PL abriu mão de lançar uma candidatura própria ao governo do estado apostando no apoio do candidato oposicionista ao projeto presidencial da legenda — algo que, segundo apurou A TARDE, não deve acontecer.



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