O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, defende o fortalecimento da cooperação internacional no combate ao crime organizado, mas ressaltou que qualquer ação deve respeitar a soberania nacional. A declaração foi dada ao comentar a forma como organizações criminosas brasileiras vêm sendo classificadas por governos estrangeiros, a exemplo dos Estados Unidos.
Segundo o secretário, o mais importante no enfrentamento às facções é a manutenção das parcerias entre forças de segurança de diferentes países para troca de informações, localização de criminosos e combate ao tráfico de drogas e outros delitos transnacionais.
“Independentemente da forma como os EUA ou outro país classifique essas organizações criminosas, o que não pode haver é a quebra da soberania nacional e o que tem que continuar é a integração, a cooperação internacional. Sou delegado federal, fui chefe da entorpecentes, do departamento contra o crime organizado e do de inteligência e sempre houve uma cooperação internacional muito grande”, afirmou.
O titular da pasta destacou ainda resultados recentes obtidos por meio da articulação com países da América do Sul. De acordo com ele, a integração entre as forças de segurança tem contribuído para a captura de foragidos da Justiça brasileira que tentam se esconder fora do país.
“Espero o fortalecimento, assim como a gente vem fortalecendo com os países da América do Sul. A exemplo da Bolívia, que nos últimos seis meses a gente conseguiu alcançar seis foragidos da Justiça”, acrescentou.
A declaração ocorre em meio ao debate sobre a declaração dos Estados Unidos, que prometeu tratar as facções Comando Vermelho e PCC como organizações terroristas.