O ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), líder do governo Lula no Senado, falou da rejeição ao nome de Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O governo Lula precisava de 41 votos favoráveis, mas obteve apenas 34.
Durante entrevista ao programa Estúdio I, na Globo News, nesta segunda-feira (11), o líder governista voltou a falar da derrota sofrida no Senado.
Ele classificou o gesto dos senadores como “violência institucional” que teria sido motivada por vingança política.
“A rejeição do Messias foi uma cacetada no governo Lula. Foi uma crueldade e uma violência institucional. Havia uma grande preferência pelo ex-presidente da casa, Rodrigo Pacheco. Tinha gente que estava com raiva por não ter sido escolhido o Rodrigo”, recordou
Ainda em sua entrevista, Jaques Wagner relatou que teve uma conversa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O dirigente teria dito antecipadamente que o governo Lula perderia a votação por uma diferença de oito votos.
“Voto secreto é um convite à traição, como sempre se diz na política. Infelizmente, nós fomos traídos, ou eu fui traído. Davi virou e me disse: vocês vão perder por 8. Ele tinha uma contabilidade bastante precisa, porque nós perdemos por sete”, recordou Wagner
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