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Ex-diretora de presídio de Eunápolis afirma arrependimento

A ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, falou pela primeira vez sobre o envolvimento na facilitação da fuga de 16 detentos em dezembro de 2024.

Em entrevista nesta quinta-feira (30), ela, que está em prisão domiciliar falou sobre a relação com o traficante Ednaldo Pereira Souza, conhecido como Dada.

“Nunca foi falado que seria algum valor para mim. Sempre ele dizia, é metade para mim e metade para o chefe”, disse em entrevista à TV Bahia.

Durante a delação premiada, Joneuma relatou que teve alguns encontros com o Dada no intuito de facilitar essa comunicação com o deputado federal Udorico Júnior, que segundo as investigações era quem mandava no presídio.

No entanto, ela negou os boatos de um relacionamento com o criminoso. 

“Isso me prejudicou muito. Tanto que até cogitaram que minha filha fosse filha dele. E o que mais me prejudicou foi que o pai da minha filha, o Udorico, nunca se pronunciou que era o pai dela, mesmo ele sabendo que eu estava grávida desde outubro de 2024”, relatou.

A ex-diretora do presídio afirma estar arrependida de ter participado do caso.

“Claro que me arrependo amargamente de todas as decisões que eu fiz. Eu tomei e as que eu deixei de tomar”, lamentou.

Juiz em perigo

Titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Eunápolis, o juiz Otaviano Sobrinho é foi o responsável por determinar o afastamento de toda a diretoria do conjunto penal, incluindo o Jonelma.

Mesmo passado mais de ano, ele se sente em risco, precisando utilizar colete à prova de balas para trabalhar.

“Chegaram informações de que seriam praticadas ações que pudessem, de alguma forma, causar, escandalizar a sociedade, mostrar o poderio frente ao Estado, inclusive com ameaças severas às autoridades constituídas estariam nesse projeto, entre as quais eu fui incluído, eu tive que contar com o apoio do Tribunal de Justiça na parte relativa à segurança institucional, e desde então, adotado medidas severas, medidas rigorosas de segurança pessoal”, contou.

Além disso, ele conta com policiais fortemente armados, 24 horas por dia.

“Isso não esteve presente antes da minha vida, né? Eu já sou magistrado há 36 anos, fui promotor de justiça há 9 anos, e nesses não me ocorreu nenhum fato semelhante como esse para trazer a necessidade de adoção dessas medidas. Eu não posso, não consigo pensar que vou tomar alguma providência, vou praticar algum ato na minha atividade decorrente do medo ou preocupado com medo. Então, essa é uma palavra que não passa no meu vocabulário”.

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