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suspeito na morte da jovem, Rodrigo ‘Farinha’ volta a ser preso

Apontado como peça-chave nas investigações da morte da adolescente Thamiris Pereira, de 14 anos, Rodrigo Faria Sena dos Santos, conhecido como ‘Rodrigo Farinha’, foi preso novamente após se entregar à polícia nesta segunda-feira, 27, acompanhado de seu advogado, na 27ª Delegacia Territorial (DT/Itinga).

De acordo com a Polícia Civil, o homem havia sido preso no dia 19 de março, e a corporação representou pela conversão da prisão temporária em preventiva. O pedido foi apresentado dentro do prazo legal, porém não houve deferimento da medida pelo Poder Judiciário, o que resultou na liberação do suspeito.

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“Na manhã de hoje, o mandado de prisão preventiva foi cumprido, e ele segue custodiado, à disposição da Justiça. As investigações continuam em andamento, com diligências para identificar todos os envolvidos no homicídio, esclarecer a dinâmica dos fatos e a motivação do crime”, disse a PC em nota.

Vizinho da vítima, Rodrigo é apontado pela investigação como a pessoa que teria atraído a adolescente até o local onde o crime ocorreu. Durante o período em que Thamiris estava desaparecida, ele chegou a participar de grupos de busca organizados por moradores.

Mãe afirma que filho é inocente

Dona Leonice, mãe de Rodrigo, afirma que o filho é inocente e cobra que a Justiça esclareça o caso. Segundo ela, além das acusações, a família tem enfrentado ameaças e atos de vandalismo.

“Meu filho é inocente. Assim como todos querem justiça, eu também quero, mas que seja pela inocência dele e para que os verdadeiros culpados sejam encontrados”, disse.

Ela relata que teve a casa invadida e destruída. “Foram lá em casa quebrar a minha casa, a minha porta, as fechaduras. Quebraram cadeado, quebraram tudo. Cortaram o colchão de um lado a outro, cortaram o lençol. Eu estava dormindo fora, com medo.”

Desaparecimento e buscas

O caso teve início no dia 12 de março, quando a adolescente desapareceu após sair da escola, no bairro de Itinga, em Lauro de Freitas. Ela não retornou para casa, no Jardim das Margaridas, em Salvador, e passou a ser procurada por familiares, amigos e voluntários. Ainda no mesmo dia, a mochila da jovem foi encontrada com os materiais escolares, mas o celular não foi localizado.

Após uma semana de buscas, o corpo foi encontrado no dia 19 de março, em um terreno baldio na região do Cassange, em Salvador. Próximo ao local estavam a farda, o sapato e o relógio usados pela adolescente. A identificação foi confirmada posteriormente por exames do Departamento de Polícia Técnica (DPT-BA).

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Investigação e suspeitos

A Polícia Civil aponta a participação de três suspeitos no crime. Além de Rodrigo “Farinha”, outro investigado é Davi de Jesus Ferreira, de 32 anos, que já estava preso desde fevereiro por violência doméstica e é suspeito de ter ordenado o assassinato de dentro do Complexo Penitenciário da Mata Escura.

Segundo a linha de investigação, o crime pode ter sido motivado por vingança, após a suspeita de que a adolescente teria denunciado o homem à polícia.

O terceiro envolvido, Leandro de Jesus Ferreira, irmão de Davi, foi preso no dia 27 de março, no município de Lamarão, após fugir. Ele é apontado como liderança do tráfico em Itinga e teria participado diretamente da execução.

Entenda a soltura de Farinha

Em nota enviada ao portal A TARDE, a Polícia Civil da Bahia (PC-BA) explica que as investigações do caso de Thamires culminaram na conversão da prisão temporária de “Farinha” em prisão preventiva.

O pedido foi apresentado dentro do prazo legal, que, de acordo com a PC, seria até a última sexta-feira, 17. Porém, porém não houve deferimento da medida pelo Poder Judiciário, o que resultou na liberação do suspeito.

A Polícia Civil ressalta que o homem permanece sendo investigado por possível participação no crime, e que novas medidas judiciais poderão ser adotadas a qualquer momento.

Dinâmica do crime

As investigações indicam que Thamiris foi atraída para um ponto previamente combinado após sair da escola. No local, teria sido submetida a uma espécie de “tribunal do crime” antes de ser morta.

De acordo com o diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), delegado Moisés Damasceno, a jovem teria sido chamada para uma conversa por pessoas ligadas ao tráfico de drogas da região. Imagens e relatos indicam que ela desviou o caminho de casa e seguiu até o ponto indicado.

No local, os suspeitos teriam analisado o celular da vítima e realizado um interrogatório. Após isso, decidiram matá-la, acreditando que ela teria envolvimento na denúncia que levou à prisão de um dos investigados.



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