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Promotor diz que MP está pronto para nova data de júri: “Tentar fazer justiça para a vítima”

Após o adiamento nesta segunda-feira (27) do julgamento de sete policiais militares pela morte de Geovane Mascarenhas de Santana, o promotor de Justiça Luciano Assis falou com a imprensa sobre a expectativa do Ministério Público da Bahia (MP-BA) para o andamento do júri popular. A sessão foi adiada para os dias 17, 18 e 19 de junho. O crime ocorreu no dia 2 de agosto de 2014.

“O Ministério Público está pronto para fazer a sessão, estará pronto na nova data, com as provas já produzidas, provas testemunhais e periciais. A expectativa é de realizar com a mesma força em buscar o resultado que mais atenda ao interesse público e o interesse coletivo. Notadamente, no interesse de tentar fazer justiça para a vítima“, declarou o promotor.

Conforme alegação dos advogados de defesa dos réus, houve falta de acesso um dos elementos de prova. Segundo Luciano Assis, o MP-BA discordou, mas preferiu não se manifestar para não atrapalhar o rito jurídico. O julgamento teria início nesta manhã no Fórum Ruy Barbosa.

“O Ministério Público discordou por entender que tinha a possibilidade da defesa ter conhecimento a este elemento de prova“, opinou.

A decisão foi tomada após a defesa solicitar acesso a informações que não constavam nos autos do processo, pois na época tramitaram por meio físico. A solicitação foi aceita pela Justiça a fim de preservar o direito à plenitude de defesa e evitar nulidade do julgamento.

Réus e denúncia

Os PMs Cláudio Bonfim BorgesJesimiel da Silva ResendeDaniel Pereira de Sousa SantosAlan Morais Galiza dos SantosAlex Santos Caetano, Roberto dos Santos Oliveira Jailson Gomes Oliveira serão julgados por homicídio qualificado, cometido por motivo torpe e com uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Eles também serão julgados por roubo qualificado pelas circunstâncias e, a exceção de Jailson Gomes Oliveira, por ocultação de cadáver.

Conforme a denúncia do MPBA, o crime ocorreu no dia 2 de agosto de 2014. Naquele dia, Geovane Mascarenhas pilotava sua motocicleta, quando foi abordado por uma guarnição da PM.

Os policiais conduziram a vítima na viatura juntamente com sua motocicleta até a Rua Luiz Maria, de onde seguiram para o local em que assassinaram Geovane Mascarenhas. Ainda segundo a denúncia, os PMs atearam fogo no corpo para ocultar o cadáver e o abandonaram no Parque São Bartolomeu, subtraindo a motocicleta e o aparelho celular da vítima.

Os policiais militares “sequestraram e mataram quem por eles foi eleito para morrer”, afirma a denúncia do MPBA, registrando que os denunciados agiram de forma a impossibilitar qualquer defesa por parte da vítima, que foi surpreendida, sem nenhuma justificativa legal, presa e mantida sob a guarda dos PMs, quando então foi morta.

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