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Show ‘Santo Seio’, de mãeana, ocupa o palco do Sesc Casa do Comércio

E se as histórias mais conhecidas fossem contadas de outro ponto de vista? Em Santo Seio, personagens centrais da tradição cristã ganham novas camadas ao serem reinterpretados por mulheres, em uma perspectiva dissidente. O espetáculo, idealizado pela artista mãeana, tem sessão amanhã (23), às 20h, no Teatro Sesc Casa do Comércio.

O trabalho se constrói como um encontro entre vozes e trajetórias. Participam da apresentação Aiace, Bem Gil, Brina Costa, Cláudia Cunha, Marcelo Costa, Paulo Mutti, Pedro de Rosa Morais, Pitty Ferreira e Stella Maris.

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Segundo a idealizadora, o processo de criação se deu de forma orgânica: “A curadoria aconteceu de forma natural entre amigos”.

Em cena, a proposta se traduz em deslocamentos simbólicos: “Na prática, nós transformamos alguns dos principais personagens bíblicos em mulheres. Damos destaque pra Maria Madalena, que tem um relacionamento lésbico com Jesusa e contamos a história de Nossa Senhora com enfoque feminista”, conta mãeana.

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A dragonesa de São Jorge

A montagem também propõe revisões de figuras e narrativas tradicionais. “O desejo é de provocar uma reflexão sobre a ausência das mulheres poderosas nas versões bíblicas mais conhecidas. Nesta edição falaremos também do dragão de São Jorge, que também é fêmea”, afirma.

A construção coletiva aparece nas diferentes leituras dos participantes. Brina Costa ressalta a dimensão crítica da montagem: “Nós, mulheres, somos demonizadas desde os primórdios, então o que é o bem, o que é o mal? A Diaba do Rio Vermelho vem quebrando esses dogmas. Nem tudo o que parece ser, é”.

Pedro de Rosa Morais relaciona sua participação a uma memória pessoal. “Quando eu era criança sempre quis ser anjo nas procissões, mas só podia menina, daí mãeana sabia dessa história me convidou e eu adorei, aceitei imediatamente”, comenta o artista.

Para Pitty Ferreira, o convite dialoga diretamente com o feminismo, “Pois arte é resistência, e como artista mulher, existir é desafiar diariamente o patriarcado”.

| Foto: Divulgação

Criação compartilhada

A cantora Aiace destaca o papel provocador da obra. Intérprete de José, sua personagem também tensiona estruturas patriarcais.

“Ele é parceiro. Um homem simples que praticou o amor na sua maior intensidade ao acolher uma criança que não era originalmente sua. Pra mim ele deveria ser uma inspiração, especialmente para todos os homens de todos os tempos”, destaca a cantora.

No papel de Maria Madalena, Cláudia Cunha aponta a atualidade da discussão. Ao falar sobre sua personagem, Cláudia resume: “Ousou ser livre e dona da sua vontade. Ainda hoje isso é perigoso para o patriarcado. Então, é lindo sentir o poder do sagrado feminino através de mulheres e personagens como ela”.

Serviço – “Santo Seio”

  • Quando: Quarta-feira, 20h
  • Onde: Teatro Sesc Casa do Comércio
  • Valores: R$ 120, R$ 60 e R$ 100 (comerciário) / Mezanino: R$ 80, R$ 40 e R$ 64 (comerciário)
  • Vendas: Sympla ou bilheteria do teatro

*Sob supervisão do editor Chico Castro Jr.



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