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“Sonho de Arrocha” leva a cultura baiana para rede nacional

O audiovisual brasileiro tem conquistado cada vez mais espaço e reconhecimento, dentro e fora do país. Nos últimos meses, o baiano Wagner Moura levou as produções nacionais para o mundo com o filme “O Agente Secreto”, recebendo premiações internacionais e quatro indicações ao Oscar.

Recentemente, mais uma produção regional ganhou visibilidade em rede nacional, o telefilme Sonho de Arrocha, dirigido por Marcos Alexandre e protagonizado pelo jovem Guilherme Nery.

Produzido pela TV Globo em parceria com a Gramatri Filmes, o filme foi exibido em horário nobre, na Tela Quente, e também está disponível no Globoplay. A obra acompanha a história de Biel, um menino da periferia de Salvador que sonha em se tornar cantor de arrocha, enquanto enfrenta desafios familiares.

Telefilme

Com cerca de 50 minutos de duração, o formato de telefilme se apresenta como uma alternativa dentro do audiovisual por conta da agilidade na narrativa. Em Sonho de Arrocha, essa proposta ganha ainda mais força ao apostar em uma história produzida e protagonizada por baianos.

O filme também mergulha em temas como memória e pertencimento. A narrativa de Biel se constrói a partir da relação com a família e da tentativa de manter viva a memória do avô.

Da Bahia para o mundo

O arrocha, gênero musical que nasceu na Bahia, na cidade de Candeias, ocupa lugar central na obra. Para o diretor Marcos Alexandre, levar esse universo para a televisão em rede nacional também foi uma forma de valorizar uma expressão cultural. Em entrevista a Rádio Salvador FM, ele afirmou que quis aproveitar o espaço para retratar a música regional.

“O arrocha é um gênero do povo, genuíno nosso. Então, eu falei por que não contar uma história que reflita sonhos, desejos, vontade e a musicalidade da Bahia presente na Globo?”, afirmou Marcos.

Segundo o diretor, a construção da história também tem forte ligação com a própria vivência. Apesar de ter nascido em Salvador, Marcos cresceu em Vila de Abrantes, na Região Metropolitana, e buscou trazer para o filme referências afetivas da infância e da musicalidade que marcou sua infância.

“Tudo isso foi muito minha infância, meu imaginário para construir a história […] Eu cresci assistindo Tela Quente. Então, quando a gente recebeu essa possibilidade, eu fiquei muito feliz e muito honrado também, porque eu sei da responsabilidade do que é contar essa história”, contou.

O protagonismo de Guilherme Nery, de 11 anos, se destacou na produção. Na Rádio Salvador FM, o ator mirim contou que a identificação com o gênero musical ajudou na construção do personagem. Fã de arrocha desde pequeno, o ator afirmou que já tinha familiaridade com esse universo antes das gravações.



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