A filha de Roberto Justus contou aos seguidores que passou a usar curativos nos dedos para conter a compulsão; especialista explica o transtorno
Fabiana Justus revelou que foi diagnosticada com dermatilomania, transtorno que provoca a compulsão de machucar ou “cutucar” a própria pele. A filha de Roberto Justus explicou que está tentando controlar a mania e, por isso, passou a usar curativos nos dedos para evitar puxar as cutículas. O portal LeoDias consultou o psiquiatra Dr. Adiel Rios para explicar a condição.
Em seu perfil no Instagram, Fabiana explicou que durante anos conviveu com o hábito sem saber que ele tinha nome: “Eu sou aquela pessoa que fica cutucando as pelinhas em volta do dedo, ó. Tá sempre machucado, sempre cutucado, e aí eu descobri que isso tem nome. O nome é dermatilomania e, assim, você fica fazendo esse movimento de repetição”, iniciou a influenciadora.
Veja as fotos

Fabiana Justus revela diagnóstico de dermatilomaniaFoto/Instagram/@fabianajustus

Fabiana Justus revela diagnóstico de dermatilomaniaFoto/Instagram/@fabianajustus

Fabiana Justus aderiu à campanha Vá de Lenço, promovida pelo Movimento Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC) em parceria com a AbraleReprodução: Instagram/@fabianajustus

Fabiana Justus aderiu à campanha Vá de Lenço, promovida pelo Movimento Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC) em parceria com a AbraleReprodução: Instagram/@fabianajustus

Fabiana Justus aderiu à campanha Vá de Lenço, promovida pelo Movimento Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC) em parceria com a AbraleReprodução: Instagram/@fabianajustus

Fabiana Justus mostra como usar lenço de forma estilosa em alusão ao Dia Mundial do CâncerReprodução: Instagram/@fabianajustus
Na sequência, ela detalhou como o comportamento acontece de forma automática, muitas vezes sem que perceba: “Às vezes é porque eu tô ansiosa, estressada, alguma coisa, mas muitas vezes eu tô assim, assistindo a um seriado, sem perceber, eu tô lá puxando pelinha, puxando pelinha, puxando pelinha. Mas, assim, eu puxo e aí fica machucado”, contou.
Determinada a mudar, Fabiana revelou a estratégia que decidiu testar para tentar interromper o ciclo: “Aí me deram a dica de tentar colocar micropore em todos os dedos, em volta de todos os dedos, quando eu tô em casa, porque daí toda vez que vier a vontade de fazer assim, eu vou ver que tô com o micropore e não vou fazer. E aí, com isso, eu vou reprogramando o meu cérebro para perder essa mania”.
Para esclarecer o que está por trás do transtorno, Adiel explicou de forma didática como a dermatilomania funciona e por que ela vai muito além de um simples “hábito”: “Há um alívio imediato após mexer na pele. Esse alívio dura pouco. Em seguida aparecem culpa, vergonha e frustração. As feridas permanecem. O impulso retorna. Forma-se um ciclo difícil de interromper”.
Ele também detalhou os principais sinais do transtorno: “Os principais sinais são lesões repetidas na pele, tentativas frustradas de parar, sofrimento emocional e impacto na vida cotidiana. A pessoa passa a evitar praia, fotos, consultas ou proximidade física. Usa maquiagem, curativos ou roupas para esconder”, avaliou o profissional.
Por fim, o médico orientou sobre o momento certo de buscar ajuda profissional: “A ajuda deve ser buscada quando a pessoa se machuca e não consegue interromper o comportamento”. Adiel explica que a terapia cognitivo-comportamental, especialmente com técnicas de reversão de hábito, ajuda a identificar gatilhos, reduzir o impulso automático e pode ser combinada a estratégias farmacológicas, se necessário.