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Pancreatite: Anvisa registra 6 mortes suspeitas por uso de canetas emagrecedoras


Os casos teriam ocorrido em pacientes de São Paulo, Paraná, Bahia e Distrito Federal

O Brasil registrou seis mortes por pancreatite associadas ao uso de canetas emagrecedoras. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mais de 200 notificações suspeitas de pancreatite estão associadas ao uso dos medicamentos no país de 2020 a 2025. A Anvisa ainda alertou que o caso pode envolver um produto falsificado.

O risco da doença está listado entre os efeitos adversos do medicamento. De acordo com informações divulgadas pelo O Globo, as suspeitas de pancreatite envolvem o uso de princípios ativos como semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida

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Foto: Gecko Studio/Shuttertsock

Canetas emagrecedorasFoto: Gecko Studio/Shuttertsock

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Canetas emagrecedorasReprodução

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Canetas emagrecedorasReprodução

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Medicamentos para tratamento contra a obesidade, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”Reprodução

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Aplicação de caneta emagrecedoraReprodução/Freepik


Os dados foram notificados à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e estão disponíveis no VigiMed, sistema oficial do órgão. A agência ainda informou que não pode afirmar que os casos sejam comprovados.

Os episódios teriam ocorrido em pacientes de São Paulo, Paraná, Bahia e Distrito Federal. Ao acessar o painel da VigiMed, é possível ver que as ocorrências estão ligadas aos medicamentos Ozempic, Mounjaro, Wegovy, Trulicity, Saxenda, Victoza, Rybelsus e Xultophy.

Apesar disso, a agência informa que não é possível garantir que todos os casos estejam relacionados a essas marcas, já que há registros de uso de canetas falsas, irregulares ou manipuladas que são apresentadas como “similares” às de nome comercial.

A Anvisa adiantou que os casos estão em investigação e pontuou que outras medidas podem ser tomadas caso identifique outros riscos:

“Esses dados e outros foram base para que estes medicamentos sofressem a restrição de venda com retenção de receita médica, determinada pela Anvisa em abril de 2025, para que todos os pacientes fossem avaliados criteriosamente por um médico antes de ter acesso aos medicamentos. Até o momento a venda do medicamento com receita médica se mostra uma medida de controle adequada. Porém, outras medidas podem ser tomadas caso a Anvisa identifique outros riscos”, disse o órgão.



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