Família colombiana acusa zagueiro Lucas Hernández, do PSG e a esposa de jornadas exaustivas e falta de contrato
Campeão da Copa do Mundo com a França em 2018 e da Champions League pelo PSG em 2025, o zagueiro Lucas Hernández foi denunciado por trabalho ilegal e tráfico de pessoas. A ação foi apresentada pelo Ministério Público de Versalhes, após queixa de uma família colombiana que teria trabalhado para o jogador entre setembro de 2024 e novembro de 2025.
Segundo a revista francesa “Paris Match”, os denunciantes, pai, mãe e três filhos, afirmam que prestaram serviços ao atleta e à esposa, Victoria Triay, sem qualquer vínculo legal. Os pagamentos teriam sido feitos em dinheiro, sem contrato, registro ou benefícios, além de jornadas consideradas exaustivas, entre 72 e 84 horas semanais.
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Reprodução/Instagram: @lucashernandez21

Campeão da Copa do Mundo é denunciado na França por trabalho ilegal e tráfico de pessoasReprodução/Instagram: @lucashernandez21

Campeão da Copa do Mundo é denunciado na França por trabalho ilegal e tráfico de pessoasReprodução/Instagram: @lucashernandez21

Campeão da Copa do Mundo é denunciado na França por trabalho ilegal e tráfico de pessoasReprodução/Instagram: @lucashernandez21
O primeiro contato ocorreu em junho de 2024, ainda na Colômbia. Na ocasião, Victoria Triay teria convidado uma integrante da família, identificada como Marie, para trabalhar na residência do casal, nos arredores de Paris, com a promessa de regularização migratória em até seis meses. Ela entrou na França apenas com passaporte.
Com o tempo, os demais membros da família também teriam sido chamados para trabalhar sob a mesma promessa. De acordo com a advogada dos denunciantes, Lola Dubois, nenhum deles recebeu contrato formal, benefícios ou documentos que garantissem permanência no país.
A denúncia ainda aponta que, em fevereiro de 2025, a família recebeu documentos espanhóis falsos para continuar na França e foi obrigada a assinar acordos de confidencialidade. Já os contratos formais só teriam sido elaborados de forma retroativa em outubro de 2025, após a demissão de duas funcionárias, com registros de jornadas incompatíveis com a realidade relatada pelos trabalhadores.
O caso segue sob investigação da Justiça francesa.