Vaias contra o ódio

Dos 193 países filiados à Organização das Nações Unidas, Estados Unidos, Argentina, Armênia, Benin e Camboja estiveram entre as nações representadas para ouvir o discurso de ódio de Benjamin Netanyahu.

O primeiro-ministro sionista mereceu o plenário esvaziado e vaias, como resposta ao comportamento bélico contra a população civil da Palestina, de perfil genocida similar ao holocausto durante a Segunda Guerra.

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A mesma instituição onde o Estado israelense tornou-se viável, em 29 de novembro de 1947, na sessão presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha, hoje repudia a chacina em Gaza.

O acordo de partilha do território foi rompido pela ocupação crescente das regiões destinadas aos palestinos, culminando com a injustificável ação terrorista do grupo Hamas, ocorrida em 7 de outubro de 2023.

O massacre de 1.200 pessoas desarmadas e o sequestro de cerca de 200, hoje em torno de 50 reféns, resultou na desproporcional investida do “carniceiro de Telaviv”.

Já passa de 65 mil o número do genocídio promovido em armadilhas nas quais crianças e mulheres são bombardeadas em maternidades, escolas, hospitais e filas de famélicos em busca de alguma ração.

O reconhecimento tardio do Estado palestino por parte de nações antes omissas não é suficiente para estancar o extermínio, conforme alertou o presidente Lula, voz firme a denunciar o absurdo.

Por muito menos, países fortes militarmente já teriam invadido as áreas sob ataque, como fizeram no Iraque e no Afeganistão, enquanto o Irã sofre novas sanções por supostamente reativar seu programa nuclear.

Embora tenha sido impactante o cenário de cadeiras vazias “assistindo” ao desempenho cênico do Premiê sionista, é preciso muito mais para barrar o avanço inclemente da destruição apoiada por Donald Trump.

A desculpa da contenção de “antissemitismo” não convence a ninguém com capacidade de julgamento honesto, pois o povo judeu, vítima das câmaras de gás nazistas, diverge da semelhante estratégia do seu governo sionista.



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