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Mulher espancada com 60 socos por ex-namorado recebe homenagem e discursa em Natal

O crime, ocorrido em 26 de julho, deixou Juliana com múltiplas fraturas na face e mandíbula, exigindo uma cirurgia de sete horas

A estudante Juliana Garcia, de 35 anos, foi homenageada na Câmara Municipal de Natal nesta segunda-feira (25/8). Ela recebeu a Comenda Maria da Penha após sobreviver a uma agressão brutal, quando o então namorado, Igor Eduardo Pereira Cabral, desferiu mais de 60 socos contra ela dentro de um elevador de condomínio em Ponta Negra, na Zona Sul da capital. O crime ocorreu no dia 26 de julho e deixou Juliana com múltiplas fraturas na face e na mandíbula, exigindo uma cirurgia de mais de sete horas para reconstrução. Igor foi preso e se tornou réu por tentativa de feminicídio.

Durante a sessão solene, Juliana discursou pela primeira vez desde o ataque: “Eu me sinto honrada e muito feliz em representar um caso de resistência, um caso de uma pessoa que conseguiu, mesmo diante de tanta agressão e de uma tentativa de feminicídio, se reerguer”. Ela falou sobre as sequelas físicas que ainda enfrenta: “Meu rosto do lado direito ainda não está se movendo completamente, e a coordenação não está totalmente recuperada, mas acreditamos que, com a fisioterapia, tudo vai dar certo.”

Veja as fotos

Mulher espancada com 60 socos por ex-namorado recebe homenagem e discursaReprodução: Youtube

Reprodução: Record

Mulher que levou mais de 60 socos do namorado no elevador fala pela 1ª vezReprodução: Record

Reprodução: G1

Mulher que levou mais de 60 socos do namorado no elevador fala pela 1ª vezReprodução: G1

Foto/Record

Vítima de agressão com 60 socosFoto/Record


Juliana destacou a importância do apoio recebido após a agressão: “Gostaria de ressaltar também a importância da rede de apoio. Uma mulher que tem a quem recorrer se sente mais encorajada e consegue retomar a sua vida longe do agressor.”

Ela também deixou um recado para outras mulheres: “A importância que percebo é dar visibilidade para que outras mulheres se sintam encorajadas a denunciar seus agressores. Se eu consegui dar a volta por cima, elas também podem.”

Para o futuro, Juliana pretende retomar os estudos, o trabalho e participar de rodas de conversa e palestras: “Tenho certeza de que Deus me usou como instrumento para dar voz a outras mulheres, para dar visibilidade. Nunca gostei de holofotes sobre mim, mas, quando se fez necessário, agora farei uso deles para ajudar outras mulheres.”

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